VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

POSSO PROFETIZAR VITÓRIA ?


Por Walter McAlister

Como as minhas origens se acham no pentecostalismo moderno, já ouvi de tudo sobre o poder da palavra. “Palavra positiva”, “confissão positiva”, “profetizar vitória” e por aí vai. 

Até no facebook recebi um recado outro dia. A pessoa me disse que iria profetizar a minha cura (eu estava gripado). A impressão que tenho é que temos atribuído às nossas palavras poderes invocatórios de toda sorte. Mas, até onde isso tem fundamento bíblico?

No mundo isso já existe no folclore e no imaginário coletivo. Existe uma crença de que não devo dizer o nome de Satanás senão ele vai aparecer. Há filmes de horror baseados nessa superstição. 

Lembro-me de um filme chamado “Candyman” em que, se alguém olhasse para o espelho e dissesse esse nome três vezes, o tal Candyman apareceria e mataria o infeliz. A mesma história apareceu na Idade Média com a figura de “Maria Sangrenta” (Bloody Mary). Até hoje conheço pessoas que não gostam de cantar o hino de Lutero “Castelo Forte”, porque numa das estrofes há o nome de Satanás. “Cruz credo”, dizem. “Valei-me, Senhor”.

Com a mensagem positiva da cura divina, muitos acham que basta orar e tudo vai mudar. Isso vem de uma longa tradição avivamentista. Creio que a Igreja esteja precisando de um avivamento, mas nos moldes bíblicos e históricos: um mover do Espírito Santo que leve as pessoas ao arrependimento dos seus pecados, vivificando a Igreja e, consequentemente, mudando a própria sociedade ao seu redor, como já aconteceu nos avivamentos da nossa História eclesiástica (como no País de Gales, nos Estados Unidos e na Inglaterra).

Mas avivamentismo é outra coisa. É por definição um desequilíbrio e ignora o pleno testemunho das Escrituras Sagradas. A sua mensagem afirma que todo o poder da era vindoura pode ser empregada hoje, se tão somente tivermos fé o suficiente para tanto. “Todos serão curados”, “todos alcançarão a vitória”, “todos….” e por aí vai. Qual é o segredo para que todos alcancem estes benefícios? Fé, é claro.

E essa fé se expressa verbalmente. Segue então que a nossa vitória reside no bom uso das nossas palavras. Não podemos confessar tristeza, isso seria uma “confissão negativa”. Não podemos sequer dizer que estamos doentes – novamente “confissão negativa”. Tenho que declarar que tudo vai bem, que irá bem, que sempre ficará bem. Tenho que invocar a benção, afirmar a vitória, profetizar a cura e tomar posse da minha herança.

Afirmamos que a nossa palavra tem poder. Se direcionarmos a palavra para o mal, invocaremos o mal. Se direcionarmos a palavra para o bem, invocaremos o bem. Há até uma música que cantamos, “… sobre tua vida vou profetizar, nenhuma maldição te alcançará.”

Isso está na Bíblia? Bem, existe o caso de Ezequiel. Deus o manda profetizar sobre o vale de ossos secos. Qual foi a profecia? Foi a mensagem do que Deus faria, mas segundo a própria palavra que Deus lhe mandou proclamar. Podemos simplesmente pinçar essa história do Antigo Testamento e aplicá-la hoje?
A resposta é não.

No Novo Testamento somos instruídos a proclamar outras coisas. Mas, assim como Moisés bateu na rocha, Abraão pisou o chão da Palestina, Davi lançou a pedrinha que derrubou Golias, Elias chamou fogo do céu e Ezequiel profetizou para ossos secos, nós também temos que ser fiéis ao que Deus nos manda fazer, nada mais e nada menos. Eu não bato em pedras, não lanço pedrinhas, não piso em terra que quero possuir nem tampouco posso chamar fogo do céu. Cada um desses casos aconteceu apenas uma vez na Bíblia. Nunca se repetiu.

Lembremos que os discípulos nunca repetiram o ato de cuspir na lama e aplicá-la aos olhos de cegos. Jesus o fez e não nos ensinou a imitá-lo. Segue que não posso simplesmente pegar a “lição bíblica” e aplicá-la à minha situação. Isso representa uma violência às Escrituras. Elas não existem para ser “usadas”, mas para ser uma autoridade sobre nós. A Bíblia não é uma ferramenta. A Palavra de Deus é uma luz e uma espada que separa o que é de Deus daquilo que é da carne.

No Novo Testamento, somos instruídos a orar, pedindo ao Senhor da seara que mande obreiros. Somos instruídos a pregar as boas-novas do Evangelho. Somos instruídos a orar pelos enfermos (orar, não declarar o que seja). Somos instruídos a trazer os enfermos perante os líderes da igreja para receber a oração da fé. Somos instruídos: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2 Tm 4.2). 

Somos instruídos a pedir que Deus mande o seu Reino e faça a sua vontade (a oração do Pai Nosso). Mas em nenhum momento somos assegurados de que podemos invocar o Reino, construí-lo ou implementá-lo. Em nenhum momento somos instruídos a comandar doenças que saiam. Podemos expulsar demônios pela autoridade do nome de Jesus – o único exemplo bíblico do uso da palavra de comando.

Claro que temos de ter cuidado com o que falamos, até porque seremos julgados por palavras. As palavras podem nos enredar. Mas o poder está na palavra de Deus e não na nossa. De fato, se nós pregarmos a Palavra, pessoas conhecerão a verdade (Rm 10.17).

O que passa disso é uma espécie de “feitiçaria pentecostal”. Não somos profetas que podem simplesmente invocar. Hoje, achamos que a nossa língua é uma espécie de metralhadora, que, apontada em qualquer direção, terá um efeito “tiro e queda”, literalmente. Isso é uma aberração do pentecostalismo moderno. É fruto da união de conceitos bíblicos, superstições medievais e crenças de religiões heréticas da Nova Era. O pior não é que estejamos nos tornando esquisitos (se bem que estamos). O pior é que estamos desviando pessoas da verdadeira fé cristã. Transformamos a igreja num jogo de poder.

Amados irmãos, há muitas pessoas precisando de Cristo. Precisam de salvação. Estão carentes, machucadas, doentes, frustradas e precisando ser pastoreadas pela Verdade. Deus tenha misericórdia de nós e nos perdoe por termos transformado a Igreja num palco de absurdas superstições e truques para fazer com que todos se sintam “poderosos”. É uma calamidade.

Para fechar este post, recomendo um livro importantíssimo para entender os limites dos conceitos que abordei aqui: “A Verdadeira Vitória do Cristão” do autor Maurício Zágari (www.editoraannodomini.com.br). Para quem está viciado (ou possivelmente frustrado) por esses conceitos supostamente pentecostais (que de pentecostais de fato não têm nada), recomendo a sua leitura, e com urgência. Sim, pois aqui fica apenas uma alerta. Não será num blog que poderei adentrar o assunto com a profundidade bíblica ou histórica necessária que esse livro aborda.
***
Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, escritor. e blogueiro..

domingo, 26 de agosto de 2012

HIPOCRISIA


“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.(Mateus 7:5)


Eu não me canso de falar, de escrever, e também de meditar sobre nossa hipocrisia. Isso serve para que eu não ensoberbeça, que fique achando que sou o “rei da cocada preta”!

Quando buscamos diariamente estar em comunhão com Deus; quando todos os dias meditamos na Palavra de Deus e procuramos ansiosamente agradar ao Pai, corremos o risco de nos acharmos os “super espirituais” e cairmos na armadilha em que caíram os fariseus: o legalismo sem amor!

Deus, que é extremamente generoso, levou o apóstolo Paulo a escrever aquela maravilhosa página que está em I Cor. 13, exaltando o amor ágape, nos mostrando que o amor deve permear todas as nossas ações. “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”(I João 4:8).

Deus é sábio, onisciente, e foi por isso que não tirou o espinho da carne de Paulo (II Cor. 2:9); foi por isso que lhe disse que “a minha graça te basta”. Se Paulo não tivesse nenhum problema, sua maravilhosa comunhão com Deus poderia levá-lo à soberba.

É claro que Deus nos ama e quer o melhor para cada um dos seus filhos. Mas Deus conhece cada um de nós, e sabe que nossa carne foi corrompida há muito tempo, lá no Eden, graças à queda de Adão e Eva.

Precisamos estar vigilantes todo o tempo. Primeiro, para não desobedecer, e se desobedecermos involuntariamente, corrermos com urgência para os pés de Cristo, pedindo perdão pelo nosso pecado. Segundo, para não nos deixarmos levar por ventos de doutrina humana, e quando confrontados com elas, combatê-las usando a Palavra de Deus, como Cristo – nosso modelo – fez ao resistir ao assédio de Satanás, e precisamos estar vigilantes para não deixar que nos julguemos melhores do que os outros, mas ter a consciência de que apenas “estamos” melhores, e bem melhores, do que aqueles que estão em trevas.

Mas acima de tudo, precisamos estar vigilantes para não ficarmos "ditando regras" aos outros, que nós mesmos não cumprimos; julgando, ao invés de mostrar o êrro, e condenando erros que nós mesmos cometemos.

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”  (II Pedro 3:18).

sábado, 25 de agosto de 2012

MUDAR O MUNDO


 “Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”. (Atos 4:29)

Estamos em época eleitoral, e muitas vezes é inevitável que as conversas descambem para a política. Muitos irmãos defendem a tese de que se deve votar em candidatos evangélicos, outros acham que o evangélico deve ficar completamente distante da política, quanto mais ser candidato.

Esta semana, no meu pequeno grupo, que se reúne uma vez na semana, a conversa surgiu. E as opiniões se dividiram. Uns, dizendo que votariam em “nulinho”, outros em candidatos evangélicos, e até teve gente que disse não misturar política com opção religiosa.

E no meio da discussão, sobrou prá mim ! Prá mim que não gostaria de tratar desse assunto no grupo, pois acredito que enquanto o evangelho une, a política separa. Mas não tive como me furtar ao assunto.

Pensei muito se externaria minha opinião no blog. Orei, e tive sinal verde do Espírito Santo para fazê-lo. Ainda assim, como Paulo, escrevendo aos Coríntios (I Cor.7:12), quero ressaltar que “digo eu, não o Senhor”, acredito que somente poderemos ver mudanças neste país, em nossas cidades, quando as pessoas se transformarem em discípulos de Jesus.

No princípio, nos primeiros anos depois que Cristo retornou aos céus, os discípulos fizeram a diferença. Aqueles poucos homens e mulheres transformaram o mundo. Influenciaram positivamente as pessoas simples e as autoridades constituídas.

Aquele pequeno grupo pagou um alto preço. Negaram-se a si mesmos. Não viviam mais para si. Tiveram a ousadia de viver a fé que professavam. Evangelizaram com o exemplo de suas próprias vidas. “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,(Atos 2: 44 a 46).

Quem é discípulo de Jesus é diferente. Suas ações estão de acordo com a Palavra de Deus. Aquele que roubava, não rouba mais; aquele que não trabalhava, trabalha para manter-se a si e ainda ajudar os necessitados; aquele que mentia, não mente mais; aquele que adulterava, não adultera mais...Não vive apenas para buscar as coisas materiais, mas crê, porque é Palavra do Senhor, que deve buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e aquelas coisas que necessita para sobreviver, Deus lhe dará.

Você é discípulo? Hoje o Brasil tem, segundo se fala, mais de 40 milhões de evangélicos Quantos são, verdadeiramente, os discípulos no meio desses 40 milhões de religiosos? No dia em que formos 40 milhões de discípulos, transformaremos esta terra.

Quantos são os deputados federais que se autodenominam evangélicos? Eles tem feito alguma diferença? Quantos são os Senadores que se dizem evangélicos? Eles são sal e luz? Quantos prefeitos e vereadores, em todo o Brasil, que denominam-se evangélicos e são exemplo de vida cristã?

Jesus, que deve ser nosso exemplo, nosso modelo, nos ensina que devemos dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Mateus 22: 17 a 22). Trocando em miúdos, não devemos misturar o Reino de Deus com o sistema mundano, Devemos buscar nos melhorar, nos submeter a Cristo e a fazer a Sua vontade. E então poderemos influenciar positivamente aquelas pessoas que estão à nossa volta, fazendo com que elas também venham para a luz.

Para ser discípulo você precisa pagar um preço. Você está disposto? É isto que verdadeiramente importa.

Que “a graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém”

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ENGANOSO É O CORAÇÃO


“Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas”. (Lucas 6:26)

A maioria de nós somos ávidos por elogios. Nos sentimos bem quando somos aprovados.      Isto não é um mau em si mesmo, mas pode ser um perigo. A sabedoria popular nos ensina que “nem Jesus agradou a todos”.

No livro de Jeremias (17:9), aprendemos que nosso coração é basicamente enganoso e perverso, Não somos bons como nos imaginamos, ou queremos ser. O apóstolo Paulo sentiu isso na própria pele e escreveu sua angústia na sua carta aos Romanos (7), dizendo-se um homem miserável.

Quantas vezes nós não pregamos aquilo que não praticamos? Quantas vezes, farisaicamente, não ensinamos o caminho que leva ao paraíso, mas trilhamos outros caminhos? Quantas vezes nossas mentes não nos traem, imaginando coisas que “nem é lícito mencionar”?

Eu, particularmente, no que se refere às coisas espirituais, tenho medo de elogios. Eu sei quem sou. E sei que Deus sabe que sou pior do que me imagino.

Ai de nós não fora a firme intenção de Deus de dar um outro coração ao seu povo: “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne” - Ezequiel 36:26 - promessa estendida a todos nós através da nova aliança, que nos garante a salvação pela graça:
“...agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.( Romanos 7; 1 a 4).

Jesus ensinou que os falsos profetas foram aplaudidos e aprovados pelo povo, e lamenta isso. Portanto, temos que ter muito cuidado com aqueles que desejam hoje a unanimidade em torno de suas idéias.

E não digo isso com relação à política, já que estamos em pleno momento político. Até porque não se pode esperar nada de bom vindo desse pessoal. 
Digo isso pensando nos falsos pastores que pululam por aí. E escrevo isso para lembrar a mim, que devo confirmar todas as coisas nas escrituras. Devo consultar a palavra de Deus, cada vez que alguém me falar sobre ela.

Enganoso é o nosso coração, e precisamos estar atentos a isso, para que não nos deixemos levar por falsas “verdades”. Coisas ditas por pessoas aparentemente confiáveis, mas que não se sustentam à luz da Palavra de Deus.

Nosso único modelo deve ser Cristo. Ele é o caminho, a verdade e a vida.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É PROIBIDO SOFRER


Por Pablo Massolar

"É proibido sofrer!" Esta é a mensagem que vemos sendo anunciada em quase todos os lugares. Talvez nem sempre dita assim tão explícita, mas percebemos suas variações quando também se diz: "pare de sofrer!", "tenha uma vida vitoriosa!", "Você nasceu para ser cabeça e não cauda!", "decrete e profetize sua vitória!", "tome posse pela fé!" e tantas outras ordens e palavras que, na cabeça de muita gente, vira uma espécie de anestésico contra as dores que os problemas da vida provocam na gente.

A sociedade atual se esconde do sofrimento e o nega porque ele desmascara nossas fragilidades. A questão é que a ferida continua aberta, a infecção vai se alastrando cada vez mais, a doença emocional vai se enraizando, vai matando lentamente, mas seus efeitos são maquiados pela não sensação de dor. Se esquecem que o próprio sofrimento pode ser uma bênção, pois ele nos avisa sobre a necessidade de que algo deve ser feito.

Embora haja fundamento bíblico para nos dizermos mais do que vencedores por meio de Jesus, esta palavra "vencedores" não segue o modelo e o padrão moderno de entendimento do que seja vencedor segundo a ganância dos homens. O perfil do vencedor moderno é aquele que até pode passar por alguma dificuldade, mas consegue tudo o que quer. Sempre vence as dificuldades virando o jogo com palavras mágicas. Nunca demonstra em público suas fraquezas. Este é o vencedor das externalidades, da futileza, do terno Armani, da bolsa Louis Vuitton, do carro de luxo, de ter dinheiro, poder e influência sobre a vida das pessoas. É o que se faz vencedor pela força bruta, é o indestrutível. Infelizmente, este tipo de vencedor é anunciado adoecida e insistentemente em muitos púlpitos. Quem não se enquadra nesse padrão é rapidamente chamado de "sem fé", amaldiçoado, fraco ou derrotado.

Já, o Vencedor, segundo o Evangelho, é aquele que também sofre, também passa por algum tipo de privação, pode até vencer de alguma forma material, mas sabe discernir entre o momento de rir e o de chorar. Aprende a viver cada um destes momentos reconhecendo que há um Deus que não somente assiste, mas participa com a gente, ao nosso lado, de cada riso ou lágrima e usa essas coisas também como ensino e crescimento para cada um de nós.

Perder ou ganhar, ser fraco ou forte, no entendimento bíblico, não depende do troféu humano, das honrarias, homenagens, recompensas e reconhecimentos que se recebe em vida.

Vencer não tem a ver necessariamente com possuir bens ou ser curado de uma doença terminal. Estas coisas também, mas elas não tratam da essência. Estão na superfície de uma vida muito mais profunda, muito além de ter ou não os seus sonhos e pedidos realizados.

Aqueles que vencem ou venceram, nas Escrituras, perderam o mundo para ganhar a Vida. Alguns foram perseguidos, torturados, mortos, tiveram seus bens espoliados, famílias separadas. A maioria não foi nenhum exemplo de sucesso de empreendedorismo, de força de vontade ou estabilidade emocional. Passaram fome, fugiram, tiveram medo, alguns desistiram ou abandonaram seus projetos e chamados missionários, antes do tempo. Tiveram crises existenciais, ficaram deprimidos, se sentiram enfraquecidos, desejaram morrer mas foram salvos e reencaminhados não por suas próprias forças, mas pela Graça infinita, teimosa e amorosa de Deus. O verdadeiro vencedor é aquele que vence não por ele mesmo, mas vencido, vence em Deus.

O vencedor, segundo as Escrituras, sabe que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mas nem por isso deixa de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Vive cada sentimento de forma verdadeira, sem máscaras e consciente.

Nesta vida ainda vamos perder e achar muitas coisas, muitas vezes. Alguns sonhos pessoais jamais serão alcançados, outros virão como que presentes de Deus para nossas mãos. Não se permita ser julgado pelos outros ou pela própria consciência por causa do que você ganha ou deixa de ganhar. O importante é, como diria nosso irmão Paulo, o apóstolo: "quer vivamos ou morramos, somos do Senhor." (Romanos 14.8). Em outras palavras, desta vez, ditas por Jó "o Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o seu nome." (Jo 1.21).

O sofrimento em si não nos torna derrotados. Podemos, sim, aprender e sermos aperfeiçoados por causa dele. O rótulo é sempre algo imposto de fora pra dentro. Nem sempre expressa uma realidade. Não se auto impute um desmerecimento ou supervalorização falsos. O verdadeiro vencedor aprende a dar nomes às suas responsabilidades, projeta sua esperança não nas coisas que se veem, mas naquelas que são eternas. Assume seus erros, mas também consegue se alegrar com cada pequenino passo em direção à Vida. Sabe perdoar e também pedir perdão. O sofrimento dói, mas nos amadurece, nos ensina a reconhecer o que de fato podemos chamar de vitória.


O Deus que venceu por todos te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

*Pablo Massolar é Pastor Metodista no Rio de Janeiro

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

Minha lista de blogs

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Itabuna, Sul da Bahia, Brazil
Sou um discípulo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

Arquivo do blog