VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PECADO



“Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”(I João 3:9)

Às vezes, lendo a Bíblia, nos deparamos com pretensas contradições. Mas como a Bíblia não erra, como entender isso?

Lendo a primeira epístola de João, podemos entender que todo aquele que é nascido de novo não peca. Mas como compreender isso, se o próprio João, ainda em sua primeira epístola (1:8), escreveu queSe dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”, e ainda acrescenta (1:10) “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

Como conciliar tudo isso, dentro do princípio de que a Bíblia é inerrante?

É preciso que leiamos as afirmativas dentro de um contexto geral, para não cairmos na armadilha do “texto fora do contexto”. É preciso compreender entre, não cometer pecado conscientemente e pecar por ignorância ou falta de vigilância.

No caso específico de João3:9, li uma interpretação do Bispo J.C. Ryle, que nos dá a resposta para essa aparente contradição, e que gostaria de compartilhar. Ei-la:

“Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, não comete o pecado como um hábito. Não peca mais com seu coração, sua vontade e toda a sua inclinação natural, como o faz a pessoa não-regenerada. 

Havia um tempo em que ela não se preocupava com o fato de que suas atitudes eram pecaminosas ou não, um tempo em que não se entristecia após fazer o mal. Não havia qualquer luta entre ela e o pecado; eram amigos. 

Agora a pessoa nascida de novo odeia o pecado, foge dele, combate-o, considera-o sua maior praga, geme sob o fardo da presença dele em seu ser, lamenta quando cai diante da influência do pecado e deseja intensamente ser completamente liberta dele. 

Em resumo, o pecado não lhe causa mais satisfação, tampouco é algo para o que ela se mostra indiferente. O pecado tornou-se para a pessoa nascida de novo uma coisa abominável, que ela detesta. 

Ela não pode evitar a presença do pecado. Se disser que não tem pecado, não haverá verdade em suas palavras (1 Jo 1.8). 

Mas a pessoa regenerada pode afirmar com sinceridade que odeia o pecado e que o grande desejo de sua alma é não mais cometê-lo, de maneira alguma. 

O indivíduo regenerado sabe, conforme o disse Tiago, que “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2). Todavia, ele pode afirmar com sinceridade, diante de Deus, que tais coisas lhe causam tristeza e aflição diariamente e que toda a sua natureza não as aprova.”

E chegamos, mais uma vez, a conclusão de que a Bíblia não erra. Basta que busquemos nela, com a ajuda do Espírito Santo, a revelação necessária.

Graça e Paz!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O SENHOR JESUS




“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;  E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome”(Filipenses 2:5-9)

A nossa fé está baseada em uma pessoa. Esta pessoa é Jesus Cristo. Quem faz a nossa vida diferente é o Senhor Jesus.

Todos nós começamos a existir no dia em que fomos concebidos por nossos pais. Mas, Jesus Cristo sempre existiu, pois Ele é Deus. Deus é um só Deus que subsiste em três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Filho sempre existiu junto ao Pai e é igual ao Pai. Ele é chamado de o Verbo de Deus em João 1:1-3.

Deus criou todas as coisas por meio de Seu Filho. Tudo o que existe foi feito por meio de Jesus Cristo (Colossenses 1:16 e 17).

Tudo o que existe revela a infinita grandeza, sabedoria e poder do Filho de Deus, declarando-o Criador do Universo.

Aquele que existia desde o princípio, e que estava com Deus e que era Deus, foi feito um ser humano.

Jesus Cristo, sendo Deus, não se apegou à essa condição, mas humilhou-se a si mesmo fazendo-se um ser humano. Deus se fez homem em Jesus; o Criador tomou a forma da criatura! O Verbo se fez carne (João 1:1-14).

Jesus nasceu da virgem Maria, tendo sido concebido pelo Espírito Santo, sem que ela tivesse tido relações com qualquer homem (Mateus 1:18-25). Cumpriu-se assim a profecia de Isaías 7:14 (que foi dada 700 anos antes de Cristo).

Com a idade de trinta anos, Jesus começou seu ministério público entre os homens, curando, libertando, perdoando os pecados e ensinando a todos acerca do Reino de Deus.

Jesus nos revelou Deus. Agora não podemos mais dizer que Deus é um ser distante e desconhecido, pois Ele se mostrou no rosto de Jesus Cristo. Deus se comunicou, se expressou, falou, apresentou-se aos homens em seu Filho.

Através dEle, sabemos que Deus é amor, que é misericordioso, justo, santo, paciente, compassivo, sábio, perfeito.

Sua vida e sua conduta são o ensinamento vivo que Deus nos deu para que todos sejamos como Ele. Como homem foi tentado do mesmo modo que nós, mas jamais pecou (Hebreus 4:15 e I Pedro 2:21-23). Sempre fez o que agradava ao Pai, e foi obediente até a morte.

Jesus Cristo é o modelo que Deus nos apresenta para que todos vivamos como Ele viveu: em santidade, amor, humildade e serviço.

Portanto, nós não precisamos viver confusos ou desorientados, perguntando: “quem é Deus? Como fazer Sua vontade?”, pois Jesus Cristo nos ensinou a vontade de Deus com total clareza. Seus ensinamentos estão registrados nos escritos apostólicos que estão na Bíblia.

Jesus Cristo veio ao mundo enviado pelo amor do Pai, para estabelecer o governo (Reino) de Deus entre os homens e salvar-nos do pecado, de suas consequências e da condenação eterna.

Jesus Cristo veio para restaurar-nos à condição de filhos de Deus, mediante o novo nascimento (João 3:1-7).

Há um ladrão das nossas vidas. Esse ladrão mata, rouba e destrói e se chama satanás. Jesus Cristo veio para livrar-nos de satanás, de suas obras destruidoras e de suas mentiras, para dar-nos vida: vida nova, vida completa, vida eterna, vida em abundância(João 10:10; Lucas 9:56).

Havia uma profecia em Isaías 53:5-6 que falava da vinda do Filho de Deus para levar sobre si dos nossos pecados. Sendo castigado no nosso lugar, Ele nos traria a paz, nos levaria de volta a Deus. Pois foi exatamente isso que o Senhor Jesus fez. Ele carregou em seu corpo todos os nossos pecados e rebeliões, sofrendo na cruz o castigo que nós merecíamos. Ele morreu em nosso lugar, e ao fazer isso, pagou nossa dívida que tínhamos com Deus por causa do nosso pecado.

Quem matou Jesus? Seriam os romanos, os judeus? Não. Quem o matou foram os nossos pecados.

Antigamente, quando um judeu pecava, devia levar um cordeiro ao sacerdote para que fosse sacrificado no lugar do pecador. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi sacrificado pelos pecados de todos os homens. Ele derramou seu sangue e morreu para dar-nos o perdão de nossos pecados e reconciliar-nos com Deus (Romanos 5:8).

Jesus Cristo sendo Deus se fez homem e morreu por causa de nossos pecados, ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos, tendo vencido o pecado, a enfermidade, a morte e o próprio satanás. Após ter-se apresentado vivo aos seus discípulos com muita provas por quarenta dias, subiu aos céus( Atos 1:3).

Por sua humilhação e obediência até a morte, o Pai levantou-lhe da morte e o elevou, sentando-o à sua direita no trono do universo, e o proclamou SENHOR, dando-lhe assim a mais alta honra, e o maior título que nenhum outro ser pode receber para que todos dobrem os seus joelhos diante Dele, reconhecendo que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Jesus virá outra vez a este mundo para julgar a todos os homens ( Atos 1:9-11; Romanos 2:16).

Devemos dobrar os nossos joelhos, declarando com os nossos lábios que Jesus Cristo é o Senhor da nossa vida.

Dobrar os joelhos significa deixar de lado nosso orgulho, nossa rebeldia, nossa independência, e nos humilharmos diante Dele, submetendo-nos totalmente à Sua vontade.

Declarar com os lábios que Jesus Cristo é o Senhor, significa aceitar definitivamente a autoridade e o governo de Jesus Cristo sobre nossas vidas. É aceitar a Cristo como nosso Chefe, nosso Dono, nosso Proprietário e a Máxima Autoridade sobre nós.

Graça e Paz!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

SOMENTE A BIBLIA



“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”(João 5:39)

A idade média, também chamada de “idade das trevas” por alguns historiadores, compreende um período entre 300 a 1600 d.C. 
 
Foi neste período que a Igreja começou a se institucionalizar e conseqüentemente se apostatar da fé. Todos aqueles que serviam a Jesus Cristo em Espírito e em Verdade seguindo a sã doutrina, eram perseguidos. 

Mas Deus sempre tem seu exército de reserva, e nem todos apostataram. Durante todo esse tempo, a verdadeira Igreja de Cristo andou paralelamente ao lado da igreja apóstata. 

As coisas começaram a melhorar a partir da Reforma, mas de uns tempos para cá, preocupa o que acontece na igreja, principalmente no Brasil. Parece que começamos um novo tempo de trevas.

Pela falta de um programa de ensino para a formação de discípulos, vemos proliferar os mais estranhos e estapafúrdios ensinamentos, a maioria deles francamente heréticos.

Algumas denominações entretêm o povo com sermões, onde o pregador é o centro das atenções, e expele conceitos e mais conceitos, onde o homem é o centro, sem falar do que verdadeiramente importa: de Cristo e da Cruz.

Enquanto isso, nas escolas bíblicas se estuda, aleatoriamente, determinado capítulo ou versículo de um livro. Na verdade, elas produzem mais informação do que formação.

Agora, lemos que alguns teólogos que se dizem cristãos, estão querendo criar um “outro evangelho”, aceitando alguns livros e descartando outros, dependendo de seus interesses, chegando ao ponto de dizerem que a Bíblia não é inerrante, e que os ensinos dos apóstolos devem ser vistos com reserva.

Tudo o que Jesus queria que soubéssemos, ele comunicou aos 12 apóstolos. Eles são a fonte única dos ensinamentos do Mestre, pois viveram com Ele, andaram com Ele, beberam diretamente da fonte.

Até Paulo, que não foi um dos 12, bebeu direto de Cristo, pois ele afirma em Gálatas 1:11,12:”Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.”

E antes de voltar ao céu, Jesus mandou que eles ensinassem aquilo que Ele lhes havia ensinado.

Estou compartilhando isso, para dizer que precisamos reagir, precisamos que os convertidos conheçam aquele a quem nos submetemos, para que possam ficar firmes na fé.

Precisamos ensinar o Conselho de Deus ensinado por Cristo e pelos apóstolos, para que sejam formados discípulos do Senhor.

É preciso conhecer Cristo, sua vida e sua obra. Precisamos saber porque ele se tornou carne, porque deu-se em sacrifício, qual o significado de sua ressurreição. É preciso conhecer seus pensamentos.

E como, infelizmente, Ele não nos fala hoje pessoalmente, como falou a Paulo e aos demais apóstolos, somente podemos aprender Sua vontade, através daquilo que Ele nos deixou: o Novo Testamento, escrito sob a inspiração de Deus.

Portanto, é loucura tentar dar igual peso a tradições, a revelações e escritos de “iluminados”, desses novos - auto-intitulados - profetas e apóstolos.

Só a Bíblia nos leva a salvação, nos revela o Todo Poderoso, nos mostra o pensamento de Jesus.

Graça e Paz!

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

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