VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

sábado, 31 de março de 2012

VOLTEMOS AO EVANGELHO DO REINO

Convenhamos que esta tal de teologia da prosperidade já passou de todos os limites.

Tive o desprazer de assistir um vídeo de um tal Terra Nova, um dos tais "novos apóstolos" da modernidade, que afirma o disparate de que líderes prósperos é sinal de membros prósperos.
Ele prega que os líderes devem ser ricos, pois isto é prova de "bênção" de Deus. E quanto mais rico for o líder, mais rico serão os liderados.

Isto me parece uma desculpa esfarrapada para tentar justificar o enriquecimento de muitos líderes de seitas pseudo-evangélicas. Gente que há muito perdeu o temor do Deus todo poderoso, que não se preocupa em cuidar de suas ovelhas, mas única e exclusivamente em tosá-las para usufruir da lã resultante e de comer suas carnes.

Perdoem-me, mas isto é a mais descarada picaretagem!

Esses "líderes" enganadores, há muito abandonaram o Senhor. Buscam apenas seus próprios e mesquinhos interesses, manipulam desavergonhadamente a palavra de Deus e a fé dos incautos que lhes caem nas garras.

Infelizmente, isto acontece porque tem muita gente que quer "negociar" com Deus. Gente que não busca Jesus como seu Senhor e Salvador, se submetendo à sua vontade, mas busca um "deus" que lhe possa dar boa vida.

É mais ou menos como aquelas "promessas" feitas por pessoas não fundamentadas na fé cristâ, que dizem prá Deus ou para o santo de sua devoção: "olha, se o senhor me der tal e determinada coisa, eu vou "rezar" não sei quantos pai-nosso e acender não sei quantas velas", ou então: "vou ficar de joelhos em cima de caroços de milho por tantas horas"......

Isso pode parecer engraçado, mas na verdade é trágico! Junta-se a fome com a vontade de comer !

"Pastores, apóstolos, bispos e etc", que desejam apenas o aumento de suas contas bancárias, pregam aquilo que os "ignorantes da fé" estão buscando.

É a receita certa para encher a barca que leva muita gente, direto, sem baldeação, para o inferno!

Não custa lembrar que se essa "teologia" fosse verdadeira, Jesus não teria entrado em Jerusalém montado em um jumento, mas sim numa carruagem "ultimo tipo", ao lado de Herodes e Poncio Pilatos.

Se essa teologia fosse verdadeira, os verdadeiros e únicos Apóstolos de Jesus, teriam sido homens de grandes fortunas e não teriam morrido crucificados, estraçalhados, degolados...

Se acreditarmos nessa "teologia" do líder rico, Jesus foi um completo fracasso, pois "não tinha onde reclinar a cabeça"!

E por conta dessa malfadada "teologia da prosperidade",  está se alastrando entre as mais tradicionais igrejas evangélicas, o "evangelho das ofertas".

Tem muitos pastores, que com medo de perder membros, começam a pregar em seus púlpitos uma mensagem de "vitória". Se não chega a ser a tal da mensagem "positiva", fica bem próxima.

Muitos pastores estão se esquecendo de pregar a cruz!

Muitos pastores estão se esquecendo de ensinar que Jesus nunca prometeu bênção, sem pregar junto, condições e exigências.

Muitos estão pregando apenas o "vinde a mim vós que estais cansados", esquecendo-se do "tomai sobre vós o meu jugo"(Mt. 11:28/29); pregando o "...porque vosso Pai agradou dar-vos o Reino", esquecendo-se do ",,,,Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói" Lc.12:32/33).

Esse "evangelho das ofertas" está sendo disseminado entre as denominações evangélicas, aumentando o nùmero de "crentes" em detrimento da qualidade. O "a teologia da prosperidade" produz um bando de fariseus, e o "evangelho das ofertas" forma discípulos de péssima qualidade, sem nenhuma fundamentação.

Precisamos voltar ao Evangelho do Reino !

sexta-feira, 30 de março de 2012

CORINTIOS 15


Dois fatos são de suma importância para todos os cristãos: a morte de Jesus na cruz, onde derramou o sangue em expiação dos nossos pecados, e a Sua ressurreição, sem a qual absolutamente nada faria sentido.

O Apóstolo Paulo no capítulo 15 de sua primeira carta aos Coríntios, trata desses dois assuntos de vital importância para todos os cristãos! 

Quando Paulo escreveu esta carta, muitos irmãos que tiveram o privilégio de verem pessoalmente o Senhor Jesus ressuscitado, ainda viviam. Paulo fala que eram mais de 500.

Paulo revela também, que Jesus ressuscitado foi visto por Tiago, seu irmão. É uma informação importante, pois em João 7:5, está escrito que enquanto Jesus estava em carne, “nem seus irmãos criam nele”.
Os outros irmãos e irmãs do Mestre, bem como Maria, sua mãe, também O viram após a ressurreição, pois isto está implícito no primeiro capítulo, versículo 14, dos Atos dos Apóstolos.

Mesmo com tantas testemunhas, entre os Coríntios ainda havia gente que negava a ressurreição dos mortos.
Se isto acontecia naquela época, imaginem o que não acontece hoje, passados mais de dois mil anos!

 Nós, os que cremos, o fazemos baseados no testemunho dos Evangelhos -  que está mais do que provado - são perfeitamente confiáveis. E somos grandemente abençoados por isso, de acordo com o que disse Jesus, conforme João 20:29: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

Temos que nos lembrar sempre, que se Cristo ressuscitou, provando que toda a sua pregação é verdadeira, então nós também ressuscitaremos com ele, pois como Paulo explica “Porque, se os mortos não ressuscitam, Cristo também não ressuscitou”.

Nossa fé portanto, está firmada na certeza de que Cristo vive.

E como Cristo vive, nós temos vida eterna com ele, ou separado dele. Mas temos vida eterna.

Finalizando, é bom nos interrogarmos como anda nossa fé: 

Cremos realmente, ou somos meros religiosos?  Cremos realmente, ou somos apenas simpatizantes da "filosofia cristã"? Cremos realmente e somos sal e luz, ou apenas ouvintes da Palavra? 

Se cremos realmente, como anda nossa vida? Andamos na luz? Fomos transformados? Somos novas criaturas?

Somos convertidos, ou "convencidos"?

Que o Espírito Santo seja derramado sobre nós! Amém ! 

terça-feira, 27 de março de 2012

PASTORAS

Tenho visto falar muito em "pastoras". Mulheres que certas denominações aceitam como líderes denominacionais. Sobre o assunto, o Pr. e Chanceler da Universidade Mackenzie, Augustus Nicodemus, tem uma explicação definitiva. Vejam o vídeo.




domingo, 25 de março de 2012

A IGREJA DE JESUS


                                                            Jamê Nobre

A igreja de Deus. Tema maravilhoso e temeroso.

Maravilhoso, pois falar da Igreja é falar da Noiva do Cordeiro.

Temeroso, pois Paulo diz que isso é um mistério. E falar de mistério é algo que quem fala deve ser muito ousado, para tocar em algo escondido de muitos.

A igreja é um sonho que nasceu na mente de Deus e que vai ser realidade tanto mais por causa do alto preço que Ele pagou para isso.

Quero compartilhar o sonho de Deus para Sua Igreja.
Eu sonho e me angustio na expectativa de ver a igreja sonhada pelo Senhor em sua plenitude.

A ceia aponta para isso, pois fala de um preço (terrivelmente alto) que Jesus pagou - fazei em memória de mim. Fala de uma vida de comunhão viva na qual flui o sangue/Espírito de Deus entre os santos - esperai uns pelos outros - examine-se. E fala do dia em que vamos nos encontrar com ele para as bodas - até que eu venha.

Naquele dia a igreja vai ser o que está no coração do Senhor.

Na minha extremamente pequena compreensão, eu vejo nos próximos anos o Senhor produzindo uma tão grande alteração e transformação na igreja que aquilo que hoje conhecemos como igreja nos fará se não estivermos como os magos, como Ana e Simeão, na expectativa da vinda do Senhor, poderemos reagir como os fariseus que estudavam a respeito da vinda do Messias, mas quando ele veio não o receberam.

O problema é que a igreja é um mistério, e mistério não se explica nem se entende com a mente natural.

Vamos chorar juntos pela manifestação dos filhos de Deus; vamos permitir que haja em nós dois sentimentos antagônicos - a angustia de ver o que os homens (nós) fizemos com a noiva do Cordeiro (sofisticamos, tornamo-la numa empresa sem cara de família, trouxemos o humanismo para dentro dela - por isso o Senhor nos convida a sair de dentro da Babilônia). Mas também o sentimento de um gozo indizível de saber que, pelo poder do Espírito Santo, aquele que disse que vai edificar sua Igreja o fará, e ninguém impedirá.

Vamos ver uma igreja gloriosa, indescritível. João tentou descrever e usou materiais naturais como ouro, jaspe, pedras preciosas, pérola, mas não conseguiu refletir o que vai ser.

Nada nesse mundo pode mostrar a beleza da igreja e a glória do Cordeiro manifestada nela. Olhos ainda não viram; não subiu ao coração do homem o que Deus está preparando para os seus.

Como a Igreja é um mistério, a compreensão desse mistério somente será possível se quem criou o mistério decifrá-lo.

Paulo fala que aquele que come sem discernir, come e bebe juízo sobre si.

Discernir significa avistar, ter visão, compreender, entender, mas, no caso em questão a palavra não se refere a uma constatação natural ou intelectual. Esse discernimento está relacionado com algo a que Paulo se refere como mistério. E ele diz que isso foi revelado a ele por revelação do Senhor.

Se ele compreendeu por revelação do Espírito Santo, desse mesmo Espírito dependemos para compreender (discernir) a igreja.

Ela é algo que não se explica pela razão.

Os magos conheciam algo das escrituras e esperavam que o Messias viesse da forma que fosse. Não determinaram por interpretação, mas estavam abertos, inclusive por sua característica mística. O Messias, o Rei, era o seu anseio.

Os fariseus esperavam um Messias que se encaixasse naquilo que eles sabiam pela sua interpretação natural.

A igreja também não vem com visível aparência. Nós não a encontramos nos grandes palácios metida com o poder deste século. O seu lugar será ao lado do Rei, e adornada com o ouro de Ofir, mas agora ela é modesta e humilde como foi seu mestre e criador.

Ela carrega a mesma essência de profunda humilhação encontrada naquele de cujo lado ferido ela veio.

O seu Senhor viveu em profunda pobreza e desprezo. Não se pode querer para ela uma outra situação.

Por isso que ela não é visível para aqueles que a procuram em grande pompa. Ela não tem parte com os grandes deste século; nós a encontramos na vida daqueles que se despojaram de tudo para viver a vida de Cristo.
Quem a discerne?

Somente aqueles que a vêem através daquele que se fez pobre e desprezado.

Quando alguém vê Jesus, encontra a Igreja, e por outro lado, quando mais se vê da Igreja, mais se vê de Jesus, pois ela é o complemento daquele que enche tudo (Ef 1:22 - que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos).

Da mesma forma que Jesus é a expressão exata de Deus a Igreja deve refletir a natureza do Filho aqui na terra.

Dessa maneira ela não pode aparecer diferente daquilo que Jesus foi. Ele teve um propósito para se manifestar como se manifestou.

Qual é o propósito da igreja com sua aparência atual? O que manifesta a aparência, a organização, a forma de ser da Igreja atual?

A igreja precisa voltar ao que Deus planejou para ela para que o povo que a compõe possa ser aquilo que Deus quer.

Um povo modesto e humilde que teme o nome do Senhor e que manifeste a glória de Deus em seus atos, seus relacionamentos e nas suas celebrações.

De uma maneira geral:
·         hoje a igreja não celebra – apresenta.
·         não comunica a vida de Jesus – dá um show.
·         não louva – canta.
·         não adora – faz coreografia.
·         não manifesta a vida de Jesus – manifesta a vida de homens.

Até quando?

Atrevo-me a responder que será até o tempo em que nos dispusermos à restauração das verdades de Deus.

Até que a igreja volte a perseverar na doutrina dos apóstolos e na comunhão; no repartir do pão e na oração.

Hoje falta aos ‘apóstolos’ a doutrina de Cristo.

Falta comunhão na vida dos santos.

Falta o repartir do pão para uma igreja faminta.

Falta oração a um povo que depende de Deus e, aparentemente, não sabe disso.

O Senhor vai levantar seus apóstolos e profetas. Não em termos de títulos, mas em forma de homens que são da igreja, sem que a igreja seja deles.

Homens que se considerem a escória do mundo e rejeitem o tratamento VIP.

Que tenham a angústia das dores de parto até ver Cristo formado na Igreja.

Que desejem de todo coração desaparecerem para que Jesus, o Único Digno, apareça.

O surgimento de tais homens cheios da vida de Cristo, vai produzir uma igreja temente, amorosa, alegre, justa e que reparte o pão com singeleza de coração.

Uma igreja que reparte a vida e os bens.

Um povo que tem aparência de humildade e é humilde. Que busca ao Senhor e espera Nele. Que aceita a disciplina do Senhor e se alegra com a correção.

Que não admite a corrupção, nem se enreda com as coisas desta vida.

Um povo cuja política é não se envolver com a política dos homens, mas se envolve com os homens carentes.

A Igreja de Jesus, a ser levantada nos últimos tempos, será uma igreja profética no sentido de que vai ver o invisível e andar nos lugares altos.

Profética não somente no sentido escatológico, mas em termos de manifestar a vontade de Deus através de anúncio da Verdade e denúncia do erro e do pecado. Uma Igreja que conhecerá tempos e épocas.

Vai ser apostólica porque vai voltar para os fundamentos estabelecidos pelos homens da Bíblia, em nome de Jesus, e que andaram no poder do Espírito Santo.

Na sua apostolicidade vai ser universal porque vai ver a totalidade daquilo que o Senhor faz e não um segmento ou parte.

Ela não será, por isso, denominacional.

A igreja de Jesus manifestará o caráter de Jesus em sua humildade e mansidão e abominará títulos e posições, coisas a que os povos do mundo se aferram e valorizam.

A Igreja vai manifestar, através do relacionamento entre seus membros, o amor de Jesus na forma de cuidado e submissão mútuos. Isso vai produzir um impacto mais forte do que os muitos impactos nos escândalos e pecados que ela tem cometido no decorrer dos anos.

Uma característica marcante da Igreja vai ser a atitude do samaritano, que cuidou do caído sem esperar reconhecimento, nem recompensa, nem galardão.

A igreja vai manifestar o mesmo Espírito de Cristo que morreu por seus inimigos.

Essa igreja vai celebrar a vida de Jesus na sua plenitude por que vai conhecê-lo em plenitude. Vai viver no poder do evangelho, que é salvação para todo aquele que crer, por que vai ser salva do mundo e de suas mazelas.

Vai celebrar a vida de Jesus brotando de cada discípulo.

Utopia? Não! Profecia.

Idealismo! Não! Convicção.

Otimismo? Não! Realismo.

Esperança humana? Não! Fé na promessa.

Tudo isso é o que Deus está querendo fazer e vai se manifestar na vida do povo de Deus, a esposa do Cordeiro.

Essa é a promessa que o Senhor fez a nós, os que cremos.

Quando celebramos a ceia do Senhor anunciamos a realidade da morte vicária de Jesus, trazemos esperança à situação atual e anunciamos a igreja gloriosa assentada à mesa com o Rei dos Reis, bebendo o vinho novo no Reino de Deus.

sábado, 24 de março de 2012

A LEI MOSAICA E OS CRISTÃOS



Samuel Rindlisbacher    
                                                      
Cristãos renascidos precisam obedecer à Lei de Moisés ou estão dispensados de cumpri-la? 

Em que consiste a Lei de Moisés? 

Quando se faz referência à Lei de Moisés nas igrejas, geralmente está se falando dos Dez Mandamentos. Mas esse é um engano, pois cumprir a Lei Mosaica é muito mais: ela é composta de todo o código de leis formado por 613 disposições, ordens e proibições. Em hebraico a Lei é chamada de Torá, que pode significar lei como também instrução ou doutrina. O conteúdo da Torá são os cinco livros de Moisés, mas o termo Torá é aplicado igualmente ao Antigo Testamento como um todo. 

Neste artigo usaremos o termo Torá para designar os cinco livros de Moisés, especialmente a compilação das leis mosaicas, as 613 disposições, ordens e proibições que mencionamos. 

• A Lei pode ser dividida em Dez Mandamentos , que no hebraico são chamadas simplesmente de As Dez Palavras. Eles regulamentam a relação do ser humano com Deus e com seu próximo. 

• No código mosaico encontramos também o Livro da Aliança das Ordenanças Civis e Religiosas, que explica e expõe detalhadamente o significado dos Dez Mandamentos para Israel. 

• O código mosaico ainda contém as leis cerimoniais, que regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes. 

Em conjunto, todas essas disposições, ordens e proibições formam a Lei Mosaica. No judaísmo ortodoxo, além dessas 613 ordenanças, há ainda as leis do Talmude, a transmissão oral dos preceitos religiosos e jurídicos compilados por escrito entre os séculos III-VI d.C. A Torá e o Talmude são o centro da devoção judaica. 

Jesus Cristo e a Lei de Moisés 



É interessante observar que Jesus posicionou-se claramente a favor do código legal mosaico, pois disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17).  

Entretanto, Ele rejeitou com veemência as ordenanças humanas e as obrigações impostas apenas pela tradição judaica (compiladas, posteriormente, no Talmude), afirmando: “Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que podereis aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes” (Mc 7.8-13). 

Jesus defendeu firmemente a Palavra de Deus. Ele considerava o Pentateuco como realmente escrito por Moisés, inspirado por Deus e normativo para Sua própria vida e Seu ministério, pois afirmou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus” (Mt 5.18-19).

A quem foi dada a Lei de Moisés? 

As passagens bíblicas seguintes documentam que a Lei de Moisés foi dada ao povo judeu, ou seja, a Israel:
“E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje vos proponho?” (Dt 4.8).
“Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” (Sl 147.19-20).
“São estes os estatutos, juízos e leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés” (Lv 26.46).
“São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4). 

A Lei de Moisés foi entregue a Israel
A Lei fez de Israel algo especial, transformando-o em parâmetro para todos os outros povos. A Bíblia exprime essa verdade da seguinte maneira: “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Dt 7.6). Por conseqüência, o Israel do Antigo Testamento era a única nação cuja legislação, jurisdição e jurisprudência tinham sua origem na pessoa do Deus vivo. 

Hoje não é essa a situação de Israel, pois o povo continua incrédulo e não está sob o governo do Messias. No futuro, quando Israel tiver se convertido a Jesus, a Lei divina será seguida por todo o povo judeu. O próprio Deus estabelecerá a teocracia como forma de governo, definirá a legislação e executará justiça em Israel. Sobre a situação vigente quando o Messias estiver reinando, a Bíblia diz: “Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com eqüidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” (Is 11.3-4). 

A situação futura das nações será como descreve Isaías 2.3: “Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém”. Deus está preparando o cumprimento dessa profecia. Por isso, não devemos nos admirar quando todo o poder das trevas se levanta para atrapalhar, pois o que está em jogo é o domínio divino sobre o mundo, domínio que virá acompanhado de todas as suas abençoadas conseqüências! 

Quando o Senhor reinar, pecado será pecado, injustiça e mentira serão chamadas pelos seus nomes e acontecerá o que está escrito em Jeremias 25.30-31: “O Senhor lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda a carne; os perversos entregará à espada, diz o Senhor”. A oração de Jesus também se cumprirá: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9-10). 

Até que ponto as nações têm o dever de seguir a Lei Mosaica? 



Provérbios 29.18 diz a respeito: “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz”. Toda nação que seguir esse conselho se dará bem! 

A Lei de Moisés foi entregue ao povo de Israel com a seguinte finalidade: “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Pv 6.23). Deus queria que Israel fosse uma clara luz no meio da escuridão espiritual em que viviam os povos e um contraponto às trevas do pecado. Por essa razão Balaão, o profeta gentio, foi compelido a proclamar: “...eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações. Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel!” (Nm 23.9; 24.5). Balaão reconheceu que Deus era com Israel, que Ele velava sobre esse povo, morava no meio dos israelitas e lhes dava segurança e estabelecia a ordem através da Lei. 

Mesmo a meretriz Raabe, que vivia na cidade ímpia de Jericó, sentiu-se obrigada a declarar aos dois espias judeus: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito; e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes” (Js 2.9-11). 

Quando a rainha de Sabá (atual Iêmen) visitou o rei Salomão, exclamou admirada: “Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha terra e a respeito da tua sabedoria. Eu, contudo, não cria no que se falava, até que vim e vi com meus próprios olhos. Eis que não me contaram a metade da tua sabedoria; sobrepujas a fama que ouvi. Felizes os teus homens, felizes estes teus servos que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor, teu Deus; porque o teu Deus ama a Israel para o estabelecer para sempre; por isso, te constituiu rei sobre ele, para executares juízo e justiça” (2 Cr 9.5-8). 

O nome de Deus era conhecido muito além das fronteiras de Israel. As nações reconheciam que Israel era singular, admiravam seu maravilhoso Templo e vinham para louvar seu Deus. Assim era respondida a oração que Salomão fizera por ocasião da inauguração do Templo: “Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido), e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome” (1 Rs 8.41-43).



Até que ponto, então, as nações do mundo têm o compromisso de obedecer à Lei de Moisés?  

Bem, na verdade ninguém tem a obrigação de cumprir lei alguma. Nenhuma nação é obrigada a se orientar pelo código de leis divinas. Mas quando, de livre e espontânea vontade, ela se sujeita às ordens de Deus, essa é a melhor escolha, com os melhores resultados práticos. Cada povo que segue as orientações do Senhor experimenta o que diz o Salmo 19.8-11: “Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis que o ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa”. 

A História nos ensina que os povos que desprezaram as leis divinas de maneira consciente, que as pisotearam, cedo ou tarde desapareceram de cena. Basta pensar na ex-República Democrática Alemã ou na União Soviética, que não existem mais. Mas os povos que estabelecem sua legislação e fundamentam sua constituição sobre as leis divinas, mesmo que seja de maneira imperfeita, são povos abençoados. A Bíblia diz: “Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!” (Sl 144.15). 

Será que hoje vivemos estressados, emocionalmente doentes e desorientados porque deixamos de obedecer à Palavra de Deus? Será que os líderes da economia mundial e os políticos tomam tantas decisões equivocadas por negligenciarem a Palavra do Senhor? Será que hoje as pessoas andam insatisfeitas e infelizes porque desprezam as ordens divinas? Com toda a certeza, pois o desprezo pelos decretos divinos sempre acaba conduzindo à ruína – espiritual, emocional e financeira. 

A Igreja de Jesus deve cumprir a Lei? 

O Senhor Jesus, cabeça da Igreja (Ef 5.23), validou toda a Lei Mosaica, inclusive as 613 disposições, ordens e proibições, ao afirmar: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (Lc 16.17). Ele avançou mais um passo, dizendo: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Jesus, ao nascer, também foi colocado sob a Lei: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4). Ele foi criado e educado segundo os preceitos da Lei, pois cumpria suas exigências.

O Senhor Jesus, porém, não apenas se ateve pessoalmente a toda a Lei de Moisés. Foi essa mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso está escrito que ...o fim da Lei é Cristo” (Rm 10.4). 

Quando sou confrontado com a Lei Mosaica, ela me apresenta uma exigência que devo cumprir. Deus diz em Sua Lei : “...eu sou santo...” e exige de nós: “...vós sereis santos...” (Lv 11.44-45). Assim, a Lei me coloca diante do problema do pecado, que não posso resolver sozinho. O apóstolo Paulo escreve: “...eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14). 

A lei expõe e revela nossa incapacidade de atender às exigências divinas, pois ela nos confronta com o padrão de Deus. Ela nos mostra a verdadeira maneira de adorá-lO, estabelece as diretrizes segundo as quais devemos viver e regulamenta nossas relações com nosso próximo. Além disso, a Lei é o fundamento que um dia norteará a sentença que receberemos quando nossa vida for julgada por Deus. Pela Lei, reconhecemos quem é Deus e como nós devemos ser e nos portar. 

Mas existe uma coisa que a Lei não pode: ela não consegue nos salvar. Ela nos expõe diante de Deus e mostra que somos pecadores culpados. Essa é sua função. 

Lembremos que Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). O Filho de Deus está afirmando que veio a este mundo para cumprir a Lei com todas as suas 613 disposições, ordenanças e proibições. Ele realmente cumpriu todas elas, pelo que está escrito: “...o fim da lei é Cristo” (Rm 10.4). Ele conduziu a Lei ao seu final; ela está cumprida. Por que Ele o fez? Encontramos a resposta quando lemos o versículo inteiro: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Jesus cumpriu a Lei para todos, mas Sua obra é eficaz apenas para todo aquele que crê. Segundo a Bíblia, que tipo de fé é essa? É a fé que sabe...
...que pessoa alguma é capaz de cumprir a Lei e que ninguém consegue satisfazer as exigências divinas.
... que para isso o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio ao mundo, cumprindo as exigências da Lei até nos mínimos detalhes.
...que Jesus Cristo tomou sobre Si, em meu lugar, o castigo da Lei, que é a morte. 

Agora, talvez, muitos perguntem: Não estamos removendo a base que sustenta uma ética comprometida ao dizermos que a Lei não vale mais para os cristãos renascidos? Será que saberemos como nos comportar e o que é certo ou errado se dissermos que não é preciso cumprir a Lei de Moisés? 

Jesus estabeleceu uma ética muito superior...
...à ética da Lei de Moisés. Ela exige: “Não adulterarás” (Êx 20.14). Mas Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). A lei de Moisés impõe: “Não matarás” (Êx 20.13). Mas Jesus ensina: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44). 

A ética estabelecida por Jesus Cristo supera tudo que já houve em matéria de lei moral e toda e qualquer possibilidade dentro da ética humana. Jesus exige que cumpramos normas diametralmente opostas ao nosso comportamento natural. Essa ética estabelecida por Jesus só pode ser seguida por pessoas que nasceram de novo, que entregaram todo o seu ser ao Senhor: “Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (Hb 10.16). A Bíblia diz, ainda, acerca dos renascidos: Deus “...nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6). 

Curiosamente, Paulo escreveu essas palavras justamente à igreja que tinha mais problemas com ira, ciúme, imoralidade, libertinagem e impureza espiritual entre seus membros. Mas, ao admoestá-los, ele estava dizendo aos crentes de Corinto – e, por extensão, a todos nós – que é possível ter uma ética superior e viver segundo os elevados preceitos de Jesus quando nascemos de novo. Com isso os cristãos não estão rejeitando a ética da Lei de Moisés mas estabelecem uma ética muito superior, a ética do Espírito Santo, do qual a Bíblia diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23). 

Como, porém, colocamos isso em prática? 

Simplesmente vivendo um relacionamento íntimo e autêntico com Jesus Cristo. O que pensamos, o que falamos, o que fazemos ou deixamos de fazer deve ser determinado somente por Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus” (Cl 3.17). 

Na prática, devemos nos comportar como se tudo o que fizermos levasse a assinatura de Jesus. Somente quando nos entregarmos completamente ao Senhor Jesus poderemos produzir fruto espiritual. Quando submetermos nosso ser ao Senhor, o fruto do Espírito poderá crescer em nós em todos os seus nove aspectos. Talvez nós mesmos nem o percebamos, mas certamente as pessoas que nos cercam perceberão que o Espírito está frutificando em nós. Que seja assim na vida de todos nós! 

*Publicado originalmente no site http://www.beth-shalom.com.br

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

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