VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ANDAR NO ESPÍRITO: ORAR SEM CESSAR.


 O Espírito Santo é o “cabo de força”

Cristo é uma fonte infinita e inesgotável de poder. Pode ser comparado a uma Usina de força poderosíssima que gera energia 24 horas por dia. Nós somos como uma lâmpada que não tem energia em si mesma. A lâmpada pode ser muito boa, porém se não estiver ligada à energia da Usina, não acenderá. O Espírito Santo é o cabo que nos liga à usina que é Cristo. A luz da lâmpada depende que ela esteja ligada à energia da Usina.
Se, em algum momento cortarem a ligação dela com a Usina, a lâmpada apagará, revelando que ela não tem força em si mesma, depende totalmente da Usina. Assim nós também dependemos de estar 24 horas por dia “ligados à Usina”, que é Cristo. Isto quer dizer que temos que andar no Espírito 24 horas por dia. Se queremos viver a vida abundante que Jesus prometeu, se queremos provar da suprema grandeza do poder de Deus operando em nós, andemos no Espírito.

Ao andarmos no Espírito o tempo todo, provamos a suprema grandeza do poder de Deus operando em nós.

Necessitamos de constante enchimento
Necessitamos do enchimento diário do Espírito Santo. Certo irmão orava todos os dias pedindo ao Senhor que o enchesse com o Espírito Santo. Dia após dia repetia esta oração. Uma vez, um outro que andava com ele, lhe perguntou: “Por que você pede todos os dias ao Senhor para que o encha com o Espírito Santo? Será que você nunca chega a ficar cheio?” Então o primeiro lhe respondeu: “É que eu tenho um problema. Eu sou um vaso furado. Necessito ser enchido todos os dias”. Que verdadeira resposta.

Necessitamos de enchimento diário.
“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Ef 5:18-21

O texto acima nos dá luz sobre como buscar encher-se a cada dia: por meio da
comunhão com Deus e uns com os outros. Necessitamos encher nossas mentes com louvores a Deus, com ações de graças, com a Palavra de Deus, sujeitando-nos também uns aos outros.

Certa vez um índio convertido procurou o missionário que cuidava dele e abriu seu coração: “Não sei o que está acontecendo comigo. Parece que dentro de mim há dois leões. Um bom e um mau. E eles vivem lutando. Às vezes vence o bom, às vezes o mau. O que eu posso fazer para acabar com isto?” O missionário lhe disse: “É verdade. Há essa luta dentro de todos nós. E você não tem como tirar o leão mau daí. Mas uma coisa você pode fazer. Você pode controlar a comida de cada um. Só dê comida para o leão bom, e ele será sempre vitorioso.”
“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” Gl 6:8

O andar no Espírito requer um enchimento constante.
Enquanto vivemos neste corpo mortal, temos que conviver com esse conflito. Mas, uma coisa podemos fazer: controlar aquilo que vemos, ouvimos e pensamos. Abandonemos tudo aquilo que não agrada a Deus e agrada nossa carne. Deixemos as conversas vãs e os programas de televisão que falam de fornicações, adultérios, corrupção, violência e homicídio. Enchamos nossa mente com aquilo que edifica. Alimentemos nosso espírito e nossa fé com a palavra de Deus, com salmos, hinos e cânticos espirituais.

O orar sem cessar
“Orai sem cessar.” 1Ts 5:17
“… orando em todo tempo no Espírito… “ Ef 6:18

Este é um segredo do andar no Espírito. É um dos maiores privilégios e necessidades dos filhos de Deus. Andar o dia todo orando e se relacionando com o Senhor. É uma prática que expressa o próprio andar no Espírito. É passar o dia todo em comunhão com Deus, dependendo dEle, falando com Ele, ouvindo-O e obedecendo-O.
Essa vida é possível? Sim. Se não fosse, a palavra não nos diria “orai sem cessar.”
Busquemos crescer nesta prática. Não fiquemos perdidos em nossos próprios
pensamentos. Transformemos cada pensamento em oração. Estejamos em permanente comunhão com o Senhor. Em casa, na rua, no trabalho, em todo lugar e a todo instante oremos sem cessar. Esse é um novo estilo de vida. Uma vida cheia do Espírito Santo. Uma vida santa e vitoriosa. Uma vida cheia de Cristo.

Andar no Espírito é ser cheio do Espírito Santo o tempo todo
Sabemos que o dom do Espírito Santo, ou o batismo com o Espírito Santo, é uma experiência pessoal e definida que um discípulo deve ter logo de entrada no reino de Deus. É uma experiência em que Deus nos enche com o Seu Espírito e nos reveste de poder. Recebemos poder para testemunhar e manifestar os dons. O Batismo com o Espírito Santo nos capacita para o serviço a Deus.

Entretanto, existe um outro aspecto do enchimento com o Espírito Santo. Na língua original do Novo Testamento, vemos ali duas palavras gregas que são traduzidas como “enchimento do Espírito”. São as palavras “pìmpleimi” e “pleiros”.
A primeira palavra – “pimpleimi”, aparece em textos como Lc 1:15 João Batista; Lc 1:41 Isabel; Lc 1:67,68 Zacarias; At 2:3,4 Pentecostes; At 4:8 Pedro; At 4:31 os discípulos; At 9:17 Paulo; At 13:9-11 Paulo novamente. Esta palavra significa “ficar cheio”. É uma experiência repentina e momentânea, mas não há continuidade. É dada para cumprir um determinado trabalho. É o revestimento de poder para testemunhar, para profetizar, para fazer a obra de Deus. É a experiência do batismo com o Espírito Santo que o discípulo deve ter imediatamente na porta.
A outra palavra – “Pleiros”, aparece nos textos de Lc 4:1 Jesus; At 6:3 os diáconos; At 7:55 Estêvão; At 11:24 Barnabé; Ef 5:18 a ordem para se encher do Espírito. Esta palavra significa “ser cheio”, mas não como uma experiência do momento, e sim como uma continuidade. Não está relacionada com uma obra a fazer ou com uma tarefa específica a cumprir. Mas sim, é um enchimento permanente para a vida.

Existem duas experiências de enchimento com o Espírito Santo:
uma instantânea e específica e uma contínua e crescente.

Os textos onde aparecem a primeira palavra – “pimpleimi”, dão a idéia de ser enchido “de fora para dentro” (o que combina com as palavras “caiu” e “derramado”). A outra palavra – “pleiros”, dá a entender um enchimento de dentro para fora. A primeira experiência é um derramamento, a segunda é um trasbordamento. A primeira é para testemunhar falando de Cristo, a segunda é para mostrar o caráter de Cristo. A primeira nos capacita para manifestar os dons do Espírito Santo descritos em 1Co 12:7-11, a segunda nos capacita
para manifestar o fruto do Espírito descrito em Gl 5:22,23. A primeira é uma experiência definida. A segunda é um processo de crescimento. É o Andar no Espírito.

A experiência inicial do batismo com o Espírito Santo não é tudo, não é um atestado de maturidade. Devemos agora ser cheios do Espírito Santo andando no Espírito. Alguns irmãos que não compreendem isto, às vezes pregam e ensinam com unção, ou são usados com manifestações de poder e de milagres, mas quando vamos conhecê-los na intimidade nos decepcionamos com suas vidas. Seu relacionamento em casa com a esposa e filhos e na igreja com os irmãos, não demonstra o caráter de Cristo. A explicação é que estes irmãos são cheios “de fora para dentro”, um enchimento momentâneo para fazer uma determinada obra, mas não andam no Espírito. Eles recebem um tipo de revestimento de poder que não opera nenhuma mudança no caráter.
É apenas para fazer uma obra e depois, quando a obra termina, o revestimento se vai.
Busquemos crescer na experiência do enchimento contínuo e crescente do Espírito Santo.

Extraído de “Princípios Elementares – A Vida em Cristo”.

domingo, 10 de julho de 2011

O PODER DA RESSURREIÇÃO DE JESUS


                                   Por Dave Hunt

A oração de Paulo pelos crentes em Efésios é muito específica. Ele pede a Deus que lhes dê um entendimento e conhecimento mais profundo acerca de Cristo, e seria bom se buscássemos o mesmo para a nossa vida. Isso não é algo que se possa aprender num seminário ou mesmo num estudo bíblico ou na leitura de livros devocionais. O desejo de Paulo era que eles recebessem de Deus, voluntariamente, o “espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Ef 1.17-23).

Especificamente, Paulo ora para que eles conheçam a “suprema grandeza” do poder que Deus queria demonstrar na vida deles. A explicação de Paulo sobre esse assunto é muito esclarecedora. Paulo nos fala sobre esse poder em Filipenses 3. Esse poder era, de fato, o que ele tanto desejava para si mesmo. Ele o chama de “o poder da sua ressurreição” e declarou: “Para o conhecer, e o poder (dynamis) da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;  para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.10-12).

Será que Paulo estava em dúvida quanto à sua salvação, achando que talvez não estivesse qualificado para a ressurreição dos crentes no Arrebatamento? Dificilmente! 

Ele está nos dizendo que a Ressurreição não é apenas um evento histórico do qual nos lembramos com satisfação e alegria, mas também o maior acontecimento da história (passada, presente e futura) de todo o cosmos! O maior evento de todos os tempos no universo é também um dos mais difíceis de entender. 

Nós falamos sobre esse acontecimento de uma forma extremamente trivial, mas ele é o pivô em torno do qual toda a história se articula e que a dividiu para sempre em duas partes. A divisão do tempo não deveria ser apenas a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo); deveria ser a.R. (antes da Ressurreição) e d.R. (depois da Ressurreição).

Diante dos telescópios e dos meios tecnológicos de que dispomos hoje para aparentemente esquadrinhar os mais remotos cantos do universo, as palavras de Davi no Salmo 19 assumem um significado ainda mais profundo: “Os céus proclamam a glória de Deus [...]”. A Criação é a maior expressão visível de poder, e nós nos curvamos em espanto e adoração quando pensamos no Deus infinito que está por trás de tudo o que se pode ver. Mas Paulo diz que isso não é nada em comparação com o poder demonstrado na Ressurreição de Jesus Cristo, e esse é o grande poder que Paulo queria que os efésios experimentassem diariamente.

De fato, Paulo nos diz que a Ressurreição é a maior prova do poder de Deus jamais apresentada e cuja grandeza não pode ser superada. Precisamos entender o porquê dessa afirmação e por que Paulo orou daquela forma. Afinal de contas, “A vida estava nele [em Cristo]” (Jo 1.4). Jesus disse: “[...] tenho poder para a dar [minha vida] e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.18, ARC). Então, por que foi necessário um poder tão grande para ressuscitar Cristo dentre os mortos?

Durante sua vida na terra, e antes de sua própria ressurreição, Cristo havia ressuscitado muitos dentre os mortos. Mas aqueles a quem ele ressuscitou, como Lázaro (Jo 11.1-43) e o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-16), morreram novamente após alguns dias ou anos para aguardar a ressurreição de todos os crentes no Arrebatamento.

Como o Doador da vida, por intermédio de quem foram criadas todas as coisas (Jo 1.3), poderia ser morto? Temos aqui uma aparente contradição. Foi Cristo mesmo quem disse, a respeito de sua vida: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (Jo 10.18). Entretanto, Pedro acusa os judeus de terem matado Jesus: “vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2.23). Dirigindo-se ao conselho rabínico, Estêvão usa uma linguagem ainda mais forte: “do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos [...]” (At 7.52).

O motivo pelo qual foi necessário usar o maior poder jamais aplicado a fim de ressuscitar a Cristo dentre os mortos só pode estar associado ao tipo de morte que Ele morreu. Deus havia declarado que a penalidade para o pecado é a morte, que é a eterna separação de Deus. Mas será que esse castigo não é forte demais? Adão e Eva foram expulsos do jardim paradisíaco por seu Criador (que os havia colocado ali) por causa de uma infração aparentemente pequena: comer um determinado fruto. Isso é motivo para um castigo eterno?

Nós tratamos o pecado com muito descaso, vendo apenas o ato em si e esquecendo contra quem ele é cometido. O pecado de Adão e Eva não foi apenas comer o fruto proibido. Foi desafiar e se rebelar deliberadamente contra Aquele que havia criado não só a eles, mas a todo o universo. 

Na nossa perspectiva, o pecado de Davi – adultério, assassinato e mentira – foi muito mais condenável. Mas Davi sabia o que era o pecado: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos” (Sl 51.4).

Em sua essência, o pecado é uma traição intencional, uma rebelião clara e desafiadora contra o Criador e Governador do universo. Precisamos nos lembrar desse fato. A maioria dos cristãos que, ao serem convencidos pela consciência, caem com o rosto em terra e confessam seus pecados, não está realmente confessando o horror do que fizeram. Não basta se arrepender dos atos praticados. É preciso confessar também que, não importa quão trivial nos pareça o ato que praticamos, o que nós fizemos foi repetir a traição de Adão e Eva contra o Senhor Deus. Se não reconhecermos isso com convicção profunda no coração, a confissão será incompleta.

O pecado tem uma dimensão moral e espiritual que Cristo teve que suportar por todo indivíduo, e nenhum outro poderia fazê-lo. 

Agora, começamos a entender por que foi necessária “a suprema grandeza do seu poder” (Ef 1.19) para ressuscitar a Cristo dentre os mortos. O escritor de um hino disse com muita propriedade: “Foi o enorme fardo dos nossos pecados que te deitou no túmulo, ó Senhor da vida”. O que quer dizer isso? Como poderiam os nossos pecados ser lançados sobre o Cristo sem pecado? Isso certamente não foi feito quando Pilatos condenou a Cristo, nem quando os ímpios soldados romanos O açoitaram e O pregaram numa cruz. Contudo, foi isso que o filme antibíblico A Paixão de Cristo (de Mel Gibson) retratou – e o filme foi elogiado por milhares de evangélicos, entre eles centenas de líderes.

O que realmente aconteceu na Cruz não só não poderia ser retratado num filme como, ao ser omitido, foi negado por ele. Isaías escreveu: “Todavia, ao senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado” (Is 53.10). Claramente, o que os homens fizeram com Cristo não teve nada a ver com o Senhor moê-lo e fazer de Sua alma um sacrifício pelo pecado. O pecado tem uma dimensão moral e espiritual que Cristo teve que suportar por todo indivíduo, e  nenhum outro poderia fazê-lo.

O nosso Salvador não tinha que ser apenas perfeitamente sem pecado para poder pagar pelos pecados dos outros – ele tinha que ser infinito. Ninguém, a não ser Deus, poderia satisfazer a justiça dessa forma. Mas a sentença havia sido pronunciada contra a humanidade. Portanto, Deus, apesar de infinito, não poderia pagar essa pena, a não ser que se tornasse totalmente homem sem deixar de ser Deus. Por isso a necessidade do primeiro e único nascimento virginal.

Os ateus alegam que seria injusto um inocente pagar pelos culpados. Isso seria verdade, não fosse por outra dimensão da Cruz. Para os que crêem, Deus considera a morte e a ressurreição de Cristo como se fosse a deles. Todo aquele que crê sofre uma milagrosa transformação interior que foi prometida por Cristo e que Ele chamou de “nascer de novo” (Jo 3.3-16). Isso não é um clichê, é a realidade.

Pilatos não tinha idéia do que estava dizendo quando apresentou Cristo à multidão agitada: “Eis o homem!” Aquele era o homem como Deus queria que fosse. Paulo o chamou de “o segundo homem” e de “o último Adão” (1 Co 15.45,47). Em outras palavras, desde Adão – criado pela mão de Deus no Jardim, sem contaminação – até Jesus, o último Adão – formado no útero de uma virgem, sem contaminação – não havia ninguém de quem se pudesse dizer: “Eis o homem como Deus queria que fosse”.

“O enorme fardo dos nossos pecados”, que teria mantido a humanidade no Lago de Fogo para sempre, poderia ser suportado pelo Ser infinito na Cruz, onde Ele se colocou entre Deus e o Homem. Se a Justiça Infinita não tivesse sido satisfeita através do pagamento integral dos nossos pecados efetuado por Cristo, Ele não poderia ter saído daquele sepulcro.

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15.19-20). 

A penalidade para o pecado é ser banido eternamente da presença de Deus e de todo o seu universo e lançado no exílio no Lago de Fogo. Esse é o castigo determinado pela Suprema Corte de Deus para a alta traição contra o Criador de todas as coisas. Um dos maiores horrores do Lago de Fogo será o fato de que mesmo naquele lugar de tormento os que odeiam a Deus não conseguirão escapar dEle. Ele estará lá, na consciência dos perdidos, consciências que não poderão mais se esconder atrás de nenhuma desculpa. Não haverá como fugir da verdade que eles rejeitaram e que os atormentará eternamente. Davi afirmou: “Se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás” (Sl 139.8).

Nenhum ser finito poderia pagar a penalidade exigida pela infinita justiça de Deus. Nenhum ser humano que tentasse pagar por seus próprios pecados poderia dizer finalmente, como exclamou Cristo em triunfo na Cruz: “Está consumado! A dívida foi paga”.  Mas o preço tinha que ser pago integralmente. De que outro modo os portões da justiça se abririam?

No Livro de Jó, temos uma noção da verdadeira luta entre Satanás e Deus pelo domínio do Cosmo. “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles” (Jó 1.6). Essa narrativa espantosa nos dá uma idéia do que está envolvido na batalha entre Deus e Satanás. É um conflito de proporções cósmicas pelo controle do universo, e o homem é o prêmio que ambos os lados desejam. É uma batalha bem real, cujo objetivo é conquistar o coração e a afeição do homem. Mas é bom lembrar que não há nenhuma garantia de que Deus triunfará em cada caso individual. Com o dom do livre arbítrio, cabe a cada ser humano escolher de que lado ficará nessa batalha.

Os cristãos têm um papel fundamental na derrota final de Satanás: “Eles, pois, o venceram [a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás – Ap 12.9] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11). Com o amor de Cristo em nosso coração, seguimos o exemplo que Ele mesmo deixou para nós: “Pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2.21-25).

Satanás continua a entrar na presença de Deus desafiadoramente, como fazia na época de Jó. Como podemos ter certeza disso? Pelo fato de que ele ainda acusa os irmãos diante do trono de Deus dia e noite, e continuará fazendo isso até o fim (Ap 12.10). Como já dissemos certa vez, e sempre é bom repetir, Satanás é como um presidente no fim do mandato. Ele ainda pode andar livremente pelos corredores do poder e tem bastante influência por trás dos panos. Ele ainda não foi expulso do céu, mas esse dia está chegando:
“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12.7-9).

Como Satanás será expulso no final? Existe um velho hino que expressa com simplicidade e beleza o que a Escritura retrata: "Em fraqueza, como um derrotado, Ele conquistou a coroa da vitória; Permitindo que pisassem nele, colocou todos os nossos inimigos sob seus pés. Ele abateu o poder de Satanás; Feito pecado, derrotou o pecado. Curvou-se ante o sepulcro, destruiu-o também; e, ao morrer, matou a morte".

Satanás não consegue entender como Cristo, com brandura e aparente fraqueza, pôde triunfar sobre ele. Ele fica confuso com tudo que diz respeito à Cruz. Primeiro, ele inspirou Pedro para impedir Cristo de ir para a Cruz: “Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22). Sabemos que Satanás inspirou Pedro por causa da resposta de Cristo: “Arreda, Satanás!” Depois, ele inspirou Judas para entregar Jesus aos rabinos para que eles pudessem conseguir Sua crucificação: “Entrou nele Satanás” (Jo 13.27). Até hoje, Satanás não entendeu nada.

“Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).
Na minha opinião, Satanás realmente acha que pode sair vencedor dessa batalha pelos corações e mentes da humanidade. E por que não? Ele oferece exatamente aquilo que treinou o homem para cobiçar: riqueza, bens, prazer hedonista, sexo livre, popularidade, fama, drogas e álcool em abundância, satisfação de todos os seus desejos sensuais. Mas, apesar disso, multidões preferem seguir a Cristo, embora Ele ofereça o ódio e a rejeição do mundo, com perseguição e sofrimento – mas também a eternidade em sua presença, onde há felicidade verdadeira: “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).

E o que acontece com os que fazem a escolha errada e preferem juntar-se a Satanás em sua traição? Deus não tem prazer em castigar os perversos (Ez 33.11), mas a punição de cada um é de acordo com seu crime. Quando lemos o que os líderes ateus dizem a respeito de Deus em flagrante e desafiadora rebeldia, temos certeza de que eles arrancariam Deus de Seu trono se pudessem. Eles odeiam a Deus. Sem dúvida, o tormento eterno no Lago de Fogo por causa de sua traição será a colheita daquilo que eles mesmos semearam.

Veja o que disse Richard Dawkins, líder do movimento do Novo Ateísmo, num debate com John Lennox, um cristão fervoroso e também professor de Oxford, cientista com dois Ph.D.s e que, em seu comentário final, deu testemunho de sua fé em Cristo e na ressurreição de nosso Senhor:
“Sim, bem, esse pedacinho final” – disse Dawkins, com os lábios encurvados de desprezo, a voz gotejando veneno – “entrega o jogo todo, não? Toda aquela história de ciência e física... tudo isso é muito grandioso e maravilhoso, e então, de repente, voltamos à ressurreição de Jesus. Isso é tão insignificante, tão trivial, tão local, tão sem imaginação –  tão indigno do universo”.

Mas, para Deus, a Ressurreição foi a maior demonstração de Sua majestade e poder. Que lamentável exibição do ódio mortal que corrói Dawkins! Esse pagão, que obviamente adora a criação ao invés do Criador (Rm 1.21-23), está espumando de raiva. Essa manifestação de seu ódio a Deus vai zombar dele eternamente (Pv 1.20-33), enquanto os céus ressoarão com o eterno mas sempre renovado hino de louvor a Deus e ao Cordeiro: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. 

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2009

sábado, 9 de julho de 2011

OS ANJOS CUIDAM DE NÓS?

"A Bíblia diz que sim. O próprio Cristo, em Mateus 18.10 fala: "Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos, pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste" 

Notem que está escrito os anjos deles.
 
E na passagem de Atos 12.15, quando Pedro é libertado da prisão e foi encontrar com os outros apóstolos, ao chegar à porta e ser anunciado pela menina Rode, eles disseram: "Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo"
Na passagem de Mateus 18.10 Jesus está falando do cuidado vigilante de Deus pelos “pequeninos” através dos anjos. A quem Jesus se refere por “pequeninos” tem sido debatido pelos estudiosos, já que o termo pode ser tomado literalmente (crianças) ou figuradamente (os discípulos), pois Jesus se referiu aos seus discípulos (discípulo é o que aprende com o Mestre e faz o que o Mestre ordena) como “pequeninos” em Mateus 10:42;11:25;18:6; 18:14; 25:40 e Marcus 9:42.

Eu entendo que as duas possibilidades estejam corretas. E a advertência serve para os discípulos daquela, desta e de épocas futuras.

Entretanto, é preciso ter cuidado para não entender isso como um culto aos anjos, pois isto é heresia, tanto quanto o culto a “santos”. Os santos que estão no paraíso nada podem fazer por nós, e os anjos só agem obedecendo as ordens de Deus.

Tanto é assim, que quando Satanás tentou Jesus, disse que “aos anjos dará ordem a teu respeito” (Mateus 4:6), citando o que está escrito no Salmo 91:11 ”Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”.

Portanto, não vá o sapateiro além das sandálias. Nosso culto deve ser dado a Deus, e o único intermediário entre Deus e os homens é Jesus Cristo, como está escrito em I Timóteo 2:5: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem".

*Esclarecimento

Não vá o sapateiro além das sandálias! Trata-se de uma citação de Plínio, o Velho, atribuída ao pintor grego Apeles (352 - 308 AC), retratista oficial de Alexandre Magno (o Grande) e que foi utilizada para descrever uma situação em que o sapateiro, consultado sobre as características da sandália que estava sendo pintada em uma tela do autor, começou a criticar o restante da obra.            

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pastor é detido em São Paulo, após pregar sobre práticas homossexuais

Dr. Zenóbio Fonseca
Foi detido em São Paulo um pastor que pregava sobre práticas homossexuais citando versículos da Bíblia. Ele foi levado para prestar depoimento na delegacia porque um “ouvinte” que passava por ali se sentiu ofendido com as palavras que o pastor dizia e logo chamou a polícia. Assista ao vídeo aqui:

 A detenção ocorreu em 28 de junho de 2011, por volta das 15h, na Praça da Sé, onde é comum pastores pregarem todos os dias.
Ainda que discordando da forma e do modelo de pregação feita naquele local, o pastor que foi detido estava em seu direito constitucional e liberdade de expressar a sua fé e valores. Mas ele foi impedido de continuar a sua pregação por causa de um ouvinte gay “ofendido”, enquanto a marcha pela maconha, a marcha gay e a marcha das vadias são livres e recebem apoio estatal e liberdade do judiciário, mesmo quando a população fica ofendida.
O PLC 122/06 que criminaliza a homofobia ainda não foi aprovado no Brasil, e os gays “ofendidos” já têm mais direitos do que a população. Se estivesse em vigor, o que os gays “ofendidos” poderiam fazer contra os cristãos?
Divulgação: www.juliosevero.com

ANDAR NO ESPÍRITO: SER CHEIO DE CRISTO


Cristo é suprema fonte de poder
  
A vida de Cristo em nós é um segredo que o diabo quer esconder da Igreja, porque ele sabe que esta é uma fonte de poder tremenda para nós. A Palavra não diz que Deus manifestou o máximo poder dele quando criou a terra, os céus, e todo o resto da criação.
Diz que a “suprema grandeza do seu poder” é para conosco, os que cremos (Ef
1:19). A suprema grandeza do seu poder está para nos dar a vitória sobre os pecados. A suprema grandeza do seu poder está para nos fortalecer e animar, para nos assistir em nossa fraqueza. A suprema grandeza do seu poder é Cristo em nós. “Cristo em vós, a esperança da glória”. Cl 1:27

Esta realidade é acessível a todos. Não é para muito maduros e antigos. É para todos. Não é um estágio de grande avanço espiritual. É o início da carreira cristã. Cristo é força e poder ilimitado em nós.

Cristo vive em nós na pessoa do Espírito Santo

Alguém pode perguntar: “Como Jesus ressuscitado vive em mim?” A resposta é simples. Ele vive na pessoa do Espírito Santo. Eles são um. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só. Jesus foi para o Pai e enviou o Consolador, e disse que Ele estaria no Pai, e nós estaríamos nEle, e Ele estaria em nós (Jo 14:16-20). Que promessa de intimidade conosco Ele nos fez! Então, podemos entender o que é andar no Espírito.

Andar no Espírito é a forma de andar na qual Cristo faz tudo em nós, por meio do Espírito Santo.

Andar no Espírito é esta forma de andar na qual Cristo faz tudo em nós, por meio do Espírito Santo. Já não somos nós que fazemos tudo, é Cristo em nós. Ele anda por nós, Ele fala por nós, Ele age por nós. Enfim, Ele é nossa vida.

Duas formas de andar

“… a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rm 8:4
“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” Gl 5:16-17

Em Rm 8:4-11 e Gl 5:16-25, o apóstolo Paulo fala das duas formas de andar: andar segundo a carne ou andar segundo o Espírito.

Como sabemos, o pecado ainda habita em nosso corpo mortal. Então temos em nós uma natureza espiritual, segundo o Espírito de Deus, e temos em nós também uma natureza carnal, influenciada pelo pecado. E podemos andar de acordo com uma ou com outra. O Novo Homem, em seu dia a dia, decide se anda segundo a carne ou segundo o Espírito.
O texto de Gl 5:17, declara que há uma luta dentro de nós: “a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si”. Em nosso novo coração, temos intenso desejo de ser santos e fazer a vontade de Deus. Entretanto, descobrimos diariamente que nossa carne não deseja que seja assim. Então enfrentamos esta luta dia após dia.
O que fazer então? Mais uma vez precisamos recorrer à fé e encontraremos o socorro de Deus. Antes éramos escravos do pecado e só podíamos andar segundo a carne. A carne era nossa única opção. Hoje, necessitamos crer que o Espírito Santo que está em nós é poderoso e vitorioso. Andemos no Espírito e não satisfaremos as paixões e desejos da carne.

O fruto do Espírito

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23

O texto acima descreve nove características que são o fruto do Espírito amor, alegria, paz, longanimidade (paciência), benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Estas características são uma realidade natural na vida daquele que está andando no Espírito.

É possível amar sempre? Estar alegre no meio das dificuldades? Ter paz no meio de uma briga? Ser manso quando injustiçado e humilhado?

Para o homem é impossível, mas para Cristo isto é natural. Ele viveu tudo isto como homem, e agora quer viver exatamente isto em nós. Este é o fruto que se manifesta em nós quando estamos andando no Espírito.

A presença destas nove características indica que alguém está andando no Espírito. Se, durante o dia, o discípulo percebe que lhe falta paz ou alegria, isto é indicativo da perda do fruto do Espírito. Em algum momento atrás ele deixou de andar no Espírito, e passou a andar na carne. As nove características são, para o discípulo, como nove “relógios” em um painel de um carro. Os “relógios” do carro indicam o bom funcionamento das diversas partes do carro.
Se algo não vai bem, algum dos “relógios” logo aponta o problema. Assim também nós, se perdermos alguma das nove características acima, isto é sinal de que algo não vai bem. Devemos parar, orar e ver aonde caímos, em que momento deixamos de andar no Espírito. Ao encontrar aonde erramos, devemos imediatamente confessar nosso pecado e restabelecer nossa plena comunhão com Deus e voltar a andar no Espírito.

Que perfeita salvação!
Deus proveu todos os recursos para que a plenitude da vida de Cristo se manifestasse em nós.

*Extraído de "Princípios Elementares - A Vida em Cristo"

Como os muçulmanos devem tratar os cristãos segundo o islamismo


 * Por Salim Almahdy - Especialista em mundo islâmico e autor da série “Um olhar por trás do véu”,

Queridos irmãos e irmãs, neste artigo estou lhes trazendo palavras do Alcorão, do Hadith e de alguns eruditos muçulmanos sobre como os cristãos devem ser tratados numa sociedade islâmica. Na medida em que forem lendo essas palavras, lembrem-se de orar por seus irmãos e se regozijem por saberem que a nossa cidadania está nos céus com o nosso Pai eterno.

Alá ordena que os muçulmanos aterrorizem os não muçulmanos em seu nome.

O que diz o Alcorão
“Eu instilarei terror nos corações dos infiéis, golpeai-os acima dos seus pescoços e arrancai todas as pontas dos seus dedos. Não fostes vós quem os matastes; foi Deus” (Sura 8:13-17).
“Imprimi terror [nos corações dos] inimigos de Deus e vossos inimigos” (Sura 8:60).
“Combatei-os [os não muçulmanos] e Deus os punirá através das vossas mão, cobri-os de vergonha” (Sura 9:14)

O que diz o Hadith – Ensinamentos de Maomé
Maomé também exige que os muçulmanos pratiquem a jihad, a guerra santa, que consiste em lutar contra os infiéis em nome de Alá. Infiel é qualquer pessoa que não confessa os dois credos do Islã: 1.) Não há outro Deus além de Alá; 2.) Maomé é o mensageiro de Alá.
Certa vez perguntaram a Maomé: “Qual a melhor coisa que um muçulmano pode fazer além de crer em Alá e no seu apóstolo?” Sua resposta foi: “Participar a jihad pela causa de Alá”.
Maomé também teria dito: “Eu recebi a ordem de lutar com as pessoas até que digam que ninguém tem o direito de ser adorado a não ser Alá e Maomé é o seu mensageiro, e que eles estabeleceram a oração e o pagamento do zakat (esmola obrigatória). Se elas fizerem isto, seu sangue e suas propriedades estão salvas de mim”.
As palavras “lutar” e “matar” aparecem no Alcorão com mais frequência que as palavras “oração” e “amor”.

O que dizem os historiadores
Os mais poderosos califas (seguidores de Maomé), que governaram a nação islâmica depois da morte de Maomé, foram Abu Bakr e Umar Ibn Khattab (conhecido como o Califa Justo). Os dois eram sogros de Maomé. Maomé costumava dizer: “Sigam o exemplo daqueles que vêm após mim, Abu Bakr e Umar”.
O Califa Justo defendia o seguinte, com a bênção de Maomé: “Um muçulmano não pode ser condenado à morte por tirar a vida de uma pessoa da aliança (cristão ou judeu), de um homem livre (que não é muçulmano), ou de um escravo.”

Ibn Timiyya escreveu: “Nada na lei de Maomé diz que o sangue do infiel é igual ao sangue do muçulmano, porque a fé é necessária para haver igualdade. As pessoas da aliança não creem em Maomé e no Islã, portanto, o seu sangue e o sangue do muçulmano não podem ser iguais (…) mas, um muçulmano livre deve morrer por tirar a vida de outro muçulmano livre, independentemente da raça”.

Não é permitido construir nem reformar igrejas, nem reconstruí-las se forem destruídas. Conforme citado por Ibn Hazm e Ibn Timiyya, e confirmado por todos os historiadores, quando Uma Ibn Al Khattab assinou o “tratado de paz” com os cristãos da Síria, ele ditou algumas condições que deveriam ser cumpridas pelos governadores muçulmanos de todos os países cristãos conquistados. Uma dessas condições era que os cristãos estavam proibidos de construir mosteiros e de reconstruir os que fossem destruídos, mesmo que fosse a cela de um monge.

• O “tratado de paz” também exigia que os cristãos dessem o seu assento a um muçulmano que quisesse sentar-se, e os proibia do seguinte:

• Impedir qualquer muçulmano de ficar nas suas igrejas por três dias, durante os quais eles deveriam oferecer comida e servir os muçulmanos;

• Imitar os muçulmanos em qualquer coisa, como as suas roupas, tiaras, turbantes ou o penteado dos seus cabelos;

• Montar um burro usando sela (cavalgar um burro usando sela é mais confortável, o que lembra certo tipo de riqueza e dignidade no Oriente Médio);

• Enterrar os seus mortos próximo de um muçulmano;

• Ler em voz alta nas igrejas;

• Prantear ruidosamente os seus mortos;

Assumir qualquer posição em que tenham qualquer autoridade sobre um muçulmano.
Após ter apresentado estas condições aos cristãos, disse-lhes enfaticamente: “Se qualquer cristão violar qualquer um destes termos, será permitido matá-lo”.

Exemplos de perseguição
Ibn Timiyya, um xeque muçulmano e mufti (juiz) dos muçulmanos, foi certa vez abordado com um pergunta. Um pastor cristão mora numa casa perto de um terreno onde existe uma igreja em ruínas e sem telhado. O pastor comprou o terreno e reformou a igreja para poder reunir o seu povo para orar. Ele pode fazer isto?
Ibn Timiyya respondeu que ele não tem o direito de fazer isto, porque os muçulmanos conquistaram esses lugares à força e as igrejas lhes pertencem, e de acordo com os eruditos muçulmanos elas podem ser destruídas.

Portanto, todos os que ajudaram o pastor devem ser punidos, e o seu sangue deve ser derramado e as suas propriedades confiscadas porque violaram os termos impostos aos cristãos.

No Egito, para construir uma igreja, os cristãos precisam de uma ordem assinada pelo Presidente do país. Se os cristãos precisarem renovar ou reformar uma igreja, precisam ter uma permissão assinada por um oficial da polícia secreta.

Em minha última viagem ao Egito, visitei uma igreja numa aldeia muito pobre, onde um oficial da polícia tinha dado ordens aos seus comandados para passar com um trator por cima dos dois únicos banheiros da igreja.

O pastor tinha reformado um dos banheiros sem a sua permissão, pois sabia que tal permissão jamais seria concedida.  O Pastor “Samir”, do Egito, ficou preso por dois meses, porque um muçulmano informou que ele estava reformando a sua igreja, quando na verdade Samir estava reformando a sua casa.

A seguir, estão alguns exemplos de outros tipos de proibições para os não muçulmanos que vivem em países muçulmanos:

Os não muçulmanos não podem testemunhar sobre nenhum assunto nos tribunais;
O Ímã Al-Shaffi, em seu livro As ordenanças do Alcorão, diz: “Não é permitido o testemunho de uma pessoa da aliança (judeus e cristãos). A testemunha tem de ser alguém que pertença à nossa religião e precisa ser um homem livre, não um escravo. O testemunho é aceitável somente do nosso homem livre se ele pertencer à nossa religião”.

Todos os eruditos confirmam que porque Maomé disse não acreditar no povo do Livro , há certos empregos que os não muçulmanos não podem ter.

Ibn Timiyya narra o seguinte evento: “Khalid Ibn Al Walid (o famoso comandante militante que conquistou muitos países para os muçulmanos) escreveu a Umar Ibn Al Khattab dizendo:
- Temos, na Síria, um secretário cristão que está encarregado do recebimento dos impostos.
Umar respondeu-lhe:  - Não o use. Khalid replicou: - Ele é indispensável e se nós não o usarmos como encarregado, o tesouro estará perdido.
Umar respondeu mais uma vez: - Não o use.

O cirurgião egípcio, Dr. Magdi Yacoub, declarou num programa de rádio que tinha de sair do Egito, pois, como cristão, ele não tinha permissão para estudar ginecologia nas universidades egípcias.
Os muçulmanos não permitem que os ginecologistas cristãos tratem das suas esposas.
Se um muçulmano abraçar o cristianismo, ele tem trinta dias para mudar de ideia e voltar ao islamismo; caso contrário, ele poderá ser morto por qualquer muçulmano, sem que este venha a ser considerado criminoso.

Na Arábia Saudita, nenhum cristão pode viajar próximo ou através de Meca, a cidade sagrada dos muçulmanos, para não “macular” a cidade.

O milagre em meio à perseguição
Apesar de tudo isso que os cristãos enfrentam nos países islâmicos, queridos irmãos e irmãs, a eles se aplica algo que as Escrituras disseram sobre os cativos hebreus no Egito Antigo: “Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam” (Êx 1.12). A cada ano, milhares vêm a Cristo nas nações islâmicas.

Alegremo-nos com o novo nascimento em Cristo desses nossos irmãos!

 * Publicado originalmente na revista Apologética Cristã

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

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