VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

domingo, 8 de abril de 2012

É sempre uma falta de amor criticar e julgar?




Por Augustus Nicodemus Lopes

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, “linchamento, linchamento”!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “… com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). 

O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “… contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância…” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. 

O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. “Verdade” nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).
- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).
- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).
- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).
- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).
- “… muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo… Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus… Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?
O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. 

O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse “hino ao amor” pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

sábado, 7 de abril de 2012

CRISTÃOS PERSEGUIDOS

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, determinou a retirada total dos cristãos do país até o dia 9 de abril, em uma intensificação da perseguição religiosa aos grupos minoritários cristãos na região.

O chefe de estado sudanês vem empreendendo, há décadas, perseguições a cristãos e minorias religiosas em todo o país e particularmente nas fronteiras com o Sudão do Sul.

O país recebeu a emancipação em 2011, e desde então, al-Bashir decretou a sharia – lei da islamização absoluta – em todo território. Segundo sua política, o país deveria tornar-se uma nação de “uma só língua, uma só cultura e uma só religião” e os sudaneses cristãos deveriam deixar o território.

Em entrevista ao The Christian Post, o pastor Mário Freitas, presidente da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS), diretamente do Sudão, falou sobre o grande problema enfrentado pelos cristãos ameaçados, que é a falta de perspectiva.

De acordo com Freitas, que está no local desde 3 de abril, os líderes religiosos sudaneses estão tentando encontrar a linha emocional a seguir entre a fé e o desespero.

“Na verdade, ninguém sabe como serão os próximos dias. Não sabem se os filhos poderão seguir normalmente na escola. Não sabem se as esposas estarão em segurança nas ruas e nos mercados. Não sabem como e onde estarão os irmãos de fé”, conta o missionário.
Freitas explica que há grandes dificuldades no processo migratório, entre outras coisas, por causa da alta nos preços do território ao sul.
“Há muitos estrangeiros, funcionários de organizações humanitárias, diplomatas e negociantes, o que também inflaciona os preços. Se todos vão para o mesmo lugar, é natural que se gere concorrência naquele destino.”

Outro fator para a retirada é que os sudaneses cristãos possuem vínculos afetivos com o Sudão. “ Os cristãos pertencem etnicamente ao sul, por serem filhos de tribos daquela região, mas nasceram e cresceram no norte. Têm uma vida aqui em Khartoum. É aqui que seus sonhos foram gestados, aqui estudaram, aqui conheceram seus cônjuges. Não querem sair de casa porque estão em casa”, explicou. “Além disso, não seriam mais aceitos naquele território”.

Há ainda uma questão étnica, pois os sudaneses do norte têm ascendência árabe, enquanto os do sul têm origem nas raças tribais negras. “Estes são muçulmanos convertidos ao cristianismo, o que por si só, já é um crime mortal”.

Segundo o pastor Freitas, nas ruas de Khartoum, capital do Sudão, há uma tensão com relação aos cristãos e uma intensa perseguição moral a eles, que não conseguem empregos e assim não possuem os meios para sua subsistência.

Sobre a perspectiva do dia 8, próximo domingo, Freitas explica que os pastores e cristãos locais não conseguem fazer grandes predições. “Eles não sabem o que esperar. Mas têm muita fé”, assegura. “Eles simplesmente esperam e esperam. Aguardam passivamente, mas não vão deixar sua terra”, garante.
Um dos pastores locais, quando perguntado se temia a morte afirmou: “eu não tenho medo de morrer. Eu já morri”. Para Freitas eles “são heróis e nos encorajam diante de nossos míseros problemas. Eles sabem que Deus lhes será por juíz”.

Genocídio de cristãos

O presidente Omar al-Bahsir já foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e tem contra si três acusações de genocídio.

A violência, porém, continua. No estado de Kordofan do Sul, ainda há bombardeios aéreos, assassinatos seletivos, sequestros de crianças e outras atrocidades contra cristãos.

Relatórios da ONU indicam que entre 53 mil e 75 mil civis inocentes foram expulsos de seus lares no território sudanês, e casas e edifícios foram incendiados.

JESUS É O CENTRO DE TUDO


Uma frase repetida por dezenas de pastores em todos os recantos do Brasil, é: você nasceu para vencer!

Eu acredito que, por conta de frases equivocadas como esta, é que muitos irmãos e irmãs, “assistem” cultos. 

Buscando no dicionário, vemos que são dois os significados de culto: aquele que tem cultura e homenagem que se tributa a uma divindade.

No caso dos cristãos, o culto deve ser uma homenagem que prestamos ao Deus Triuno: Pai, Filho e Espírito Santo. É um momento em que glorificamos Deus, quer estejamos alegres ou tristes. 

Mas, infelizmente, tem muitos crentes que vão aos templos para buscarem estímulo para a vida diária. Vão “assistir”, e não “prestar” culto a Deus. Vão, única e exclusivamente, preocupados com seus projetos pessoais materiais.

Nós nascemos para servir e glorificar a Deus. Nascemos para viver com Deus e para Deus.

Quem se debruça sobre a história dos mártires da igreja, descobre que eles nunca estavam preocupados consigo mesmos, seu foco era a glória de Deus.

Hoje vemos nas igrejas, que o foco é o ser humano. A prioridade é dar aos irmãos e irmãs, uma vida sem sofrimentos, uma vida de vitórias. Os cultos são recheados de frases estimulantes, mas que, lamentavelmente, são teologicamente erradas.

O culto deixou de ter Cristo como centro e passou a ter a felicidade e o bem estar material do ser humano como centro. Cristo participa do culto, apenas como aquele que concede bem estar material ao ser humano!

Muitos de nós estamos esquecidos que precisamos buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e secundariamente, as demais coisas. Coisas essas que Deus concede a todos aqueles que vivem submissos à sua vontade, pois nunca se viu um justo mendigar o pão.

Eu, que não sou melhor que ninguém, muitas vezes, me pego sonhando com bens materiais supérfluos. Às vezes, até “invejando a sorte” de um abençoado irmão.

Nessas horas, eu busco voltar ao começo de tudo; reconstruir aquela fé que veio com o primeiro “glória a Deus”, com a primeira “aleluia”! E releio Mateus 6:33 e Habacuque 3:17/19.

E choro.E oro.E continuo buscando, porque tenho certeza que, “ aquele que começou a boa obra em mim, a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”.
  
Graça e Paz !

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Três falsos evangelhos: prosperidade, terapêutico e missão integral.


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Por José Bernardo

Como Satanás está arrastando milhares de adolescentes e jovens para fora da Igreja e para longe da fé? Porque a Igreja não está sendo capaz de perceber e conter essa evasão? Onde toda essa maldade e destruição estão se apoiando? Um olhar cuidadoso para o cenário faz perceber que a estratégia usada pelo inimigo tem sido um ‘cavalo de troia’, belo por fora e cheio de destruição por dentro: a religião do ‘bem estar’.

Apoiado em uma interpretação flexível da própria Bíblia, o inimigo vem minando a fé bíblica da igreja evangélica e substituindo por essa nova religião, ainda difícil de distinguir para muitos, mas definitivamente oposta ao que Jesus ensinou. Há três correntes principais desse neo-paganismo, três falsos evangelhos que a grande maioria dos crentes está seguindo para longe de Cristo. Tais evangelhos não tem poder para salvar, não oferecem os elementos para a perseverança na fé. Adolescentes e jovens aprendem tais heresias de seus pais e essa é uma razão central de seu desvio.
Primeiro, enumeremos esses três ataques malígnos:
O evangelho do bem estar material – ou a teologia da prosperidade, movimento religioso surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos da América. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que quem é verdadeiramente fiél a Deus deve desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Não mais capaz de seduzir a população norte-americana que emergiu das crises econômicas no pós-guerra, esse falso evangelho foi despejado na América Latina por tele-evangelistas, rapidamente absorvido aqui pelo nascente movimento neo-pentecostal e é hoje refugo lançado covardemente contra a África por uma equivocada ação missionária.
O evangelho do bem estar psicológico – movimento que visa a descoberta e o tratamento de problemas emocionais, como medo, complexos, baixa auto-estima, no intuito de que as pessoas sejam tratadas no espírito, na alma e no corpo, com ênfase na cura da alma. O movimento, também originado nos Estados Unidos, resultou do esforço de manter a Igreja atraente para uma sociedade cada vez mais materialista e egocêntrica e têm raízes, tanto no evangelicalismo histórico, como no movimento carismático. Entre os evangélicos históricos surgiu no condicionamento do aconselhamento cristão pela psicologia e psicanálise, entre os pentecostais, dos esforços de cura interior. Ambas as correntes proliferaram a partir dos anos 80 com a enxurrada de livros evangélicos de auto-ajuda e hoje são um mal perfeitamente institucionalizado.
O evangelho do bem estar social – é um movimento essencialmente político que utiliza elementos do Cristianismo como alegoria para facilitar a disseminação de idéias de diferentes pensadores socialistas. Seus defensores a apresentam como, por exemplo, “uma interpretação da fé cristã através do sofrimento dos pobres, sua luta e esperança, e uma crítica da sociedade e do cristianismo através dos olhos dos pobres”. O movimento surgiu no seio do catolicismo Latino Americano, na esteira da influência marxista, foi fortemente combatido e diminuido pela Igreja Romana, proliferou entre ditos evangélicos em alguns países da América Hispânica e influenciou o evangelicalismo brasileiro com mais força a partir dos anos 80.
Diagnose do insólito
As causas dessa monstruosidade espiritual

Embora pareçam propostas diferentes, as três correntes religiosas são extremos próximos, identificados por três ensinos heréticos centrais: a) Antropocêntrismo – O cristianismo defende a centralidade de Deus e apresenta o ser humano como inútil e sem valor, as três teologias malígnas retomam o ser humano como centro de tudo e fazem Deus gravitar ao redor de suas necessidades, desejos e ações; b) Temporalidade – O cristianismo aponta para a vida na terra como uma passagem de provação para um mundo novo e eterno, as três teologias corrosivas se concentram no que pode ser obtido imediatamente, fixando a quem pode seduzir no que é presente, temporal e passageiro; c) Materialismo – O cristianismo aponta para as coisas espirituais, invisíveis, as três correntes teológicas cativam seu público ao que é material e carnalmente desfrutável, são evangelhos da sensualidade.

Os falsos evangelhos da prosperidade, terapêutico ou da libertação se contrapõe ao verdadeiro Evangelho do Reino, que anuncia o governo soberano de Deus em Cristo sobre a vontade humana e leva ‘cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo’ 2Co 10:5. Tais evangelhos são produzidos pelos inimigos da cruz, seu deus é o ventre (Fp 3:19).

A endo-apologia combaterá com dificuldade esses ataques malígnos. Os falsos evangelhos se mimetizam com capricho, usando o vocabulário dos evangélicos, suas expressões e a própria Bíblia para surpreender e destruir a fé bíblica. Esses falsos evangelhos promovem uma interpretação flexível das Escrituras, baseada principalmente na dedução e em um criticismo pretensamente acadêmico e energicamente desconstrutor. No discurso, usam e abusam do palavrório apaixonado, como se estivessem militando por uma grande causa e, quando não funciona, abundam na irreverência, no sarcasmo, na ironia e na zombaria. Todas os três praticam também uma contra-apologia preventiva, acusando de reacionários, desumanos, anti-cristãos e fundamentalistas aqueles que se atrevem a ir contra suas ambições egocêntricas, temporais e materialistas. Dessa forma surpreendem, sequestram e escravizam uma igreja que deixou as Escrituras de lado para abraçar o sensacionalismo.

Mas o aspecto mais venenoso de tais falsos evangelhos, é que são virais, não estão baseados nas teologias alucinadas que os geraram, mas nas características de seus hospedeiros. Quando o apóstolo Paulo nos preveniu disso, disse: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” 2Tm 3:1ss. Não é a teologia maligna, principalmente, que faz essa maldade prosperar, mas a natureza egoísta que impede os seres humanos de clamarem pelo verdadeiro Evangelho do Reino: Seja feita a Tua vontade, ó Deus. Egoístas, egocêntricos, esses são os hospedeiros de evangelhos oportunistas, que contagiam os mais jovens e causam seu desvio.

Fonte:  Evangeliza Brasil / Ministério Batista Bereia

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PÁSCOA CRISTÃ ?



                                   " Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".

Muitos cristãos ficam em confusão com relação à Páscoa, se perguntando se deve ou não comemorá-la. 

Páscoa significa para o povo hebreu, a comemoração da libertação de Israel, do Egito. É uma data que deveria ser comemorada pelos judeus, por ordem de Deus, conforme podemos constatar em Números 9 e Êxodo 12.

Até hoje, os judeus que não professam a fé cristã, mas ainda se pautam pela Lei Mosaica, comemoram a páscoa da mesma maneira ensinada.

Lendo Êxodo 12 e 13, vemos que a páscoa deve ser comemorada no 14º do mês de Nissan, ou Abibe, que é o primeiro mês do calendário judaico, baseado em um ano lunar de 12 meses.

É bom abrir um parênteses para explicar que, segundo o “Conciso Dicionário Bíblico”, o ano começava na primavera, mas havia um calendário agrícola que começava no outono. O dia era dividido em manhã(das 6 às 10 horas),calor do dia ( das 10 às 14 hora), Fresco do Dia (das 14 às 18 horas), Primeira vigília da noite (das 18 às 24 horas), Segunda vigília da noite (da meia noite às 3 da manhã) e Terceira vigília da noite (das 3 da manhã às 06 horas). Os dias das semana, eram numerados: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto. Só o sétimo dia tinha nome: Sábado. Pouco depois do Exílio iniciou-se o costume de guardar como o primeiro dia do ano novo, o da lua nova do sétimo mês. Para que o ano lunar correspondesse ao ano solar, intercalava-se um décimo terceiro mês de 3 em 3 ou de 4 em 4 anos.

Por volta do ano 325 d.C; a Igreja Romana decidiu criar uma páscoa diferente, a ser celebrada no primeiro mês lunar do Ano Eclesiástico, idêntico ao mês de Nissan, mas que ocorra no 13º dia após a Lua Nova Eclesiástica, que depois da reforma gregoriana, a fixação da data nunca deveria ser antes de 22 de março e nunca depois de 25 de abril, para evitar que caísse na mesma data da páscoa judaica.

A Páscoa bíblica, onde se sacrificava um cordeiro escolhido no primeiro dia do mês (que deveria ser sem nenhum defeito, sem nenhuma mancha e que no décimo dia deveria ser levado aos sacerdotes para ser examinado por 4 dias antes do sacrifício) e se comia ervas amargas e pão sem fermento, sempre foi comemorada no 14º dia do mês de Abibe, ou Nissan,como está claro em Êxodo 13:4. 

Jesus, o único homem perfeito que cumpriu toda a lei, entrou em Jerusalém no primeiro dia do mês de Abibe, foi preso no décimo dia e examinado por 4 dias pelas autoridades romanas e os sacerdotes, Nele não se achou nenhum defeito, nenhuma mancha, e se tornou o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” conforme está escrito em João 1:29. Isto aconteceu para confirmar o que o próprio Jesus afirmou: "A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele."  (Lucas 16 : 16)

O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios, afirma: Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.(I Cor. 5:7).

Qual a razão dessa páscoa que se comemora hoje? Qual seu significado? No site Rei Eterno, encontramos a seguinte explicação:

“Essa ‘”páscoa cristã” foi introduzida por ocasião do Concílio de Nicéia (Séc. IV), tomando emprestado da páscoa judaica apenas o nome e, o pior, copiando elementos dos rituais satanistas pagãos. Isso é referido por todos os historiadores. Uma simples pesquisa em um site de enciclopédia , como ‘wikipédia’, p. ex., comprova ao leitor que isto é verdade. 

Copiaram os ritos da badalada festa, presente na cultura primitiva de muitos povos, à deusa Ishtar, chamada de deusa da primavera (lembremos que neste período é primavera nos países do hemisfério norte). A versão inglesa para páscoa é ‘easter’, que nos dá uma visão mais clara sobre a influência da festa à deusa da primavera. Na verdade, o que esteve por detrás disso, além de Satanás, é o interesse em agradar os adeptos da nova religião criada a partir do Édito do Imperador Constantino, que não eram novos nascidos, mas, apenas ‘cristãos adeptos’, para que conservassem muitas de suas antigas práticas idólatras. Os símbolos da assim chamada ‘páscoa cristã´passaram a ser: o ovo, o coelho e o chocolate

O ovo na Bíblia é relacionado a serpente (Is. 59:5), portanto, à malignidade. O coelho era considerado pela Lei de Moisés um animal imundo e está presente em muitos cultos satanistas da Antigüidade. Como, então, vieram parar na ‘páscoa’ cristã”? Maquiando o seu significado, é claro. Relacionando-os com a vida, a ressurreição. Mas, na verdade, na festa a Ishtar ou Astarote (Jz. 2:13; ISm 7:3; ISm 12:10; ISm 31:10) tinham o seguinte significado: como a festa tinha um caráter basicamente sexual, com prática de muitas libertinagens, o ovo era relacionado à vida, ao fruto do coito. Os rituais incluíam o presenteamento com ovos (inicialmente de galinha), que eram pintados. Também havia a procura dos ovos na floresta (geralmente por crianças), na esperança de presenciar a encarnação da tal da deusa da primavera. 

Para que a tradição maligna se perpetuasse, Satanás que não é nada bobo, inspirou os doceiros franceses no séc. XVIII a confeccionarem os ovos de chocolate, e dessa maneira o ritual penetrou na sociedade positivista e pós-moderna (pois, não dava pra imaginar as pessoas da nossa sociedade tecnocrata praticando rituais com ovos de galinha e em busca de deusas encarnadas!). O engano foi perfeito. 

E quanto ao coelho?  Este foi introduzido na ‘páscoa cristã’ por volta do séc. VIII, tendo sido tomado emprestado dos rituais ao deus anglo-saxão da fertilidade (sexo)”.

Páscoa cristã: existe mesmo??

terça-feira, 3 de abril de 2012

A IRA DE DEUS


"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." (Mateus 10 : 28)

Deus é justo. Deus é perfeito. Deus é vingança.

Ninguém será salvo se a justiça de Deus não for satisfeita: "Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;"  (II Pedro 2 : 4)

Muitos de nós já ouvimos falar que Deus ama o pecador e odeia o pecado. Deixe-me dizer uma coisa: Deus não ama nem o pecado, nem o pecador. Deus odeia o pecador e o pecado.

Deus ama tudo o que é certo, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é bom, todas as virtudes. E a Bíblia nos revela que: “Sua Ira é manifesta contra toda impiedade! (Rm 1:18). Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.(Salmos 5:5)

O ódio de Deus é a reação de um Deus Santo contra os homens que são perversos! "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"  (Romanos 3 : 23)

Algumas pessoas dizem: Deus é amor, Ele quer salvar a todos. Sim, Deus é amor, mas não suporta a iniquidade, não suporta o mal. Deus é amor, mas é também justiça. Sim, Deus é amor, tanto que permitiu que seu único filho padecesse numa cruz, para satisfazer a sua justiça, e poder dar uma chance de salvação a humanidade.

Cuidado, muito cuidado com a ira de Deus. A Bíblia nos ensina que tudo que existe é para a glória de Deus, inclusive o inferno. Lá ficarão aqueles atingidos pela ira de Deus. Irão para lá, aqueles que não ouvirem Sua voz, não aceitarem o sacrifício do Seu Filho. 

Muitos sofrerão eternamente a ira de Deus por não compreenderem que o amor de Deus é imenso e maior a sua misericórdia, mas que sua justiça é implacável.

Segundo o livro do Apocalipse (6:16) a ira de Deus virá de maneira tal, que os homens, as grandes autoridades e líderes deste mundo clamarão para que as montanhas caiam sobre elas, para escondê-las da ira do Cordeiro! 

Como nós podemos fugir da ira de Deus? A resposta é Jesus Cristo! Ele se tornou homem, viveu uma vida perfeita sob a Lei, foi pregado na Cruz e morreu para que nós tivéssemos vida!
Só Jesus Cristo nos livra da ira de Deus !

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O ARREBATAMENTO E A VOLTA DE CRISTO

O que é o Arrebatamento?

É a bendita esperança dos crentes. Após sua ocorrência, os que ficarem para trás irão enfrentar um estado de tremenda confusão e sofrimento, ansiosos por respostas. Alguns chamarão o evento de “desaparecimentos”; outros de “súbito desaparecimento”; e outros até vão dar nomes ao acontecimento, pois ficará evidente que milhares de pessoas desapareceram, “num piscar de olhos”.

Alguns vão inventar estórias sobre o acontecimento, como abdução por alienígenas, acidente nuclear e até que Deus removeu os “maus” deste mundo. Que as pessoas fiquem atentas, pois nada disso será verdade e o que de fato terá acontecido foi o Arrebatamento, conforme a 1 Tessalonicenses 4:13-18, João 14:3 e 1 Coríntios 15:51-58. Ele vai acontecer, quando Senhor vier buscar os Seus, antes da tragédia mundial.

A palavra “Arrebatamento” vem da tradução na Vulgata Latina da palavra grega “harpazo”, a qual aparece na 1 Tessalonicenses 4:17. Ela foi aceita por muitos eruditos como sendo a melhor palavra para expressar o que o evento descreve....

Basicamente, o Senhor vai retornar ao som de uma trombeta e todos os que morreram em Cristo como os que ainda vivem, serão levados, num piscar de olhos, ou seja, num milésimo de segundo, para encontrar o Senhor nos ares.

Existem cinco visões importantes sobre a hora do Arrebatamento:

Arrebatamento Pré-Tribulacional - O Arrebatamento vai acontecer antes da Tribulação.
Arrebatamento Mid-Tribulacional - O Arrebatamento vai acontecer na metade da Tribulação.
Arrebatamento Pós-Tribulacional - O Arrebatamento vai acontecer no final da Tribulação, pouco antes da volta do Senhor.
Arrebatamento Parcial - Os crentes fieis e devotados a Cristo serão arrebatados antes da Tribulação, enquanto os outros crentes serão deixados para trás, a fim de passarem por um expurgo durante a Tribulação.
Arrebatamento Pré-Ira - O Arrebatamento vai acontecer após 5 anos e meio (3/4 da Tribulação), quando a ira divina começar a ser derramada sobre a Terra.

DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Arrebatamento: Jesus vindo PARA a Sua igreja, conforme João 14:1-3 e 1 Tessalonicenses 4:14-17.
Segunda Vinda :Jesus vindo COM a Sua igreja (Colossenses 3:4; Zacarias 14:5; Judas 14 e Apocalipse 19:14).
Arrebatamento: Levados para cima, a fim de ficarem com Jesus nos ares (1 Tessalonicenses 4:13-18).
Segunda Vinda: Os pés de Jesus tocando a Terra (Zacarias 14:4; Apocalipse 11:21).
Arrebatamento: Os cristãos levados e os incrédulos deixados para trás. (1 Tessalonicenses 4:13-18).
Segunda Vinda: Os maus levados e os justos (os santos da Tribulação) deixados para trás. (Mateus 13:28-30).

Objetivo do Arrebatamento:

Apresentar a igreja ao próprio Cristo e ao Pai. (2 Coríntios 11:2 e Apocalipse 19:6-9).

Objetivo da Segunda Vinda:

Executar julgamento sobre a Terra e estabelecer o Reinado de Mil Anos de Cristo (Judas 14-15; Apocalipse 19:11-21; Zacarias 14:3-4).

O Arrebatamento acontece num momento, num piscar de olhos, portanto rápido demais para ser percebido. (1 Coríntios 15:52).
A Segunda Vinda será lenta e universal, com todo olho vendo Cristo voltar (Zacarias 12:10; Mateus 24:30; Apocalipse 1:7).
Arrebatamento: Somente os cristãos poderão ver Jesus nesta vinda (1 João 3:2; 1 Coríntios 15:52).
Segunda Vinda: Todo olho O verá (Apocalipse 1:7).
Arrebatamento: Jesus descendo num clamor - para a ressurreição. (1 Tessalonicenses 4:16).
Segunda Vinda: Nenhum clamor mencionado (Apocalipse 19:11-21).
Arrebatamento: Uma ressurreição acontece (1 Tessalonicenses 4:13-18; 1 Coríntios 15:51-54.
Segunda Vida: Nenhuma ressurreição mencionada (Apocalipse 1:7; 19:11-21; Zacarias 12:10; 14:4-5).
Arrebatamento: Pode acontecer a qualquer momento (Apocalipse 3:3; 1 Tessalonicenses 5:4-6).
Segunda Vinda: Acontecerá no final dos sete anos de Tribulação (Daniel 9:24-27; Mateus 24:29-30; 2 Tessalonicenses 2:3-8).
Arrebatamento: Os santos não precisarão de anjos para ajuntá-los.
Segunda Vinda: Anjos são enviados para reunir as pessoas para o julgamento (Mateus 13:39, 41, 49; 24:31; 2 Tessalonicenses 1:7-10).
Arrebatamento: Os espíritos dos que morreram em Cristo voltam com Jesus para receber seus corpos ressuscitados (1 Tessalonicenses 4:14-16).
Segunda Vinda: Os salvos voltam com Cristo em seus corpos ressuscitados, cavalgando cavalos brancos (Apocalipse 19:11-21).
Arrebatamento: Jesus não volta num cavalo branco.
Segunda Vinda: Jesus volta num cavalo branco (Apocalipse 19:11).
Arrebatamento: Da igreja, somente dos que estão em Cristo (1 Tessalonicenses 4:14-17).
Segunda Vinda: Para Israel e os gentios redimidos em Cristo (Romanos 11:25-27; Mateus 25:31-46).
Arrebatamento: Uma mensagem de esperança e conforto (1 Tessalonicenses 4:18; Tito 2:13 e 1 João 3:3).
Segunda Vinda: Uma mensagem de julgamento (Joel 3:12-16; Apocalipse 19:11-21; Malaquias 4:5).

O Arrebatamento é apresentado no Novo Testamento como um evento que, do ponto de vista humano, pode acontecer a qualquer momento; e os crentes devem aguardá-lo o tempo inteiro (1 Coríntios 1:7; 16:22; Filipenses 3:20; 4:5; 1 Tessalonicenses 1:9-10; Tito 2:13; Hebreus 9:28; Judas 1:21).

Quando o Arrebatamento vai acontecer?

 Honestamente, só o tempo responderá. Não existem datas nem eventos específicos para que ele aconteça. Fixar uma data para um retorno de Cristo não deve ser feito, pois segundo Jesus afirmou: “ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente o Pai” (Mateus 24:36). Também, Mateus 24:42,44; 25:13 e Atos 1:7). Quando se escuta uma pessoa fixando uma data para este evento, duas coisas ficam patentes: 1.- que ela está errada; 2.- que ela não conhece a Bíblia.

Os que ficarem para trás estarão perdidos?

Quem lê atentamente todo o Livro do Apocalipse verá que o objetivo da tribulação é levar as pessoas ao arrependimento. Que se observem as duas testemunhas e os 144.000 judeus selados, os quais aparecem no livro pregando o evangelho da salvação. O seu objetivo é que os incrédulos se convertam e os afastados voltem ao rebanho do Pastor. Além disso, existem referências no livro a uma enorme quantidade de pessoas que serão salvas durante a Tribulação, conforme Apocalipse 7:9-17.

*Texto condensado do artigo “Why a Pre-Trib Rapture?”
de J. R. Lawendowski e traduzido por Mary Schultze.

sábado, 31 de março de 2012

VOLTEMOS AO EVANGELHO DO REINO

Convenhamos que esta tal de teologia da prosperidade já passou de todos os limites.

Tive o desprazer de assistir um vídeo de um tal Terra Nova, um dos tais "novos apóstolos" da modernidade, que afirma o disparate de que líderes prósperos é sinal de membros prósperos.
Ele prega que os líderes devem ser ricos, pois isto é prova de "bênção" de Deus. E quanto mais rico for o líder, mais rico serão os liderados.

Isto me parece uma desculpa esfarrapada para tentar justificar o enriquecimento de muitos líderes de seitas pseudo-evangélicas. Gente que há muito perdeu o temor do Deus todo poderoso, que não se preocupa em cuidar de suas ovelhas, mas única e exclusivamente em tosá-las para usufruir da lã resultante e de comer suas carnes.

Perdoem-me, mas isto é a mais descarada picaretagem!

Esses "líderes" enganadores, há muito abandonaram o Senhor. Buscam apenas seus próprios e mesquinhos interesses, manipulam desavergonhadamente a palavra de Deus e a fé dos incautos que lhes caem nas garras.

Infelizmente, isto acontece porque tem muita gente que quer "negociar" com Deus. Gente que não busca Jesus como seu Senhor e Salvador, se submetendo à sua vontade, mas busca um "deus" que lhe possa dar boa vida.

É mais ou menos como aquelas "promessas" feitas por pessoas não fundamentadas na fé cristâ, que dizem prá Deus ou para o santo de sua devoção: "olha, se o senhor me der tal e determinada coisa, eu vou "rezar" não sei quantos pai-nosso e acender não sei quantas velas", ou então: "vou ficar de joelhos em cima de caroços de milho por tantas horas"......

Isso pode parecer engraçado, mas na verdade é trágico! Junta-se a fome com a vontade de comer !

"Pastores, apóstolos, bispos e etc", que desejam apenas o aumento de suas contas bancárias, pregam aquilo que os "ignorantes da fé" estão buscando.

É a receita certa para encher a barca que leva muita gente, direto, sem baldeação, para o inferno!

Não custa lembrar que se essa "teologia" fosse verdadeira, Jesus não teria entrado em Jerusalém montado em um jumento, mas sim numa carruagem "ultimo tipo", ao lado de Herodes e Poncio Pilatos.

Se essa teologia fosse verdadeira, os verdadeiros e únicos Apóstolos de Jesus, teriam sido homens de grandes fortunas e não teriam morrido crucificados, estraçalhados, degolados...

Se acreditarmos nessa "teologia" do líder rico, Jesus foi um completo fracasso, pois "não tinha onde reclinar a cabeça"!

E por conta dessa malfadada "teologia da prosperidade",  está se alastrando entre as mais tradicionais igrejas evangélicas, o "evangelho das ofertas".

Tem muitos pastores, que com medo de perder membros, começam a pregar em seus púlpitos uma mensagem de "vitória". Se não chega a ser a tal da mensagem "positiva", fica bem próxima.

Muitos pastores estão se esquecendo de pregar a cruz!

Muitos pastores estão se esquecendo de ensinar que Jesus nunca prometeu bênção, sem pregar junto, condições e exigências.

Muitos estão pregando apenas o "vinde a mim vós que estais cansados", esquecendo-se do "tomai sobre vós o meu jugo"(Mt. 11:28/29); pregando o "...porque vosso Pai agradou dar-vos o Reino", esquecendo-se do ",,,,Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói" Lc.12:32/33).

Esse "evangelho das ofertas" está sendo disseminado entre as denominações evangélicas, aumentando o nùmero de "crentes" em detrimento da qualidade. O "a teologia da prosperidade" produz um bando de fariseus, e o "evangelho das ofertas" forma discípulos de péssima qualidade, sem nenhuma fundamentação.

Precisamos voltar ao Evangelho do Reino !

sexta-feira, 30 de março de 2012

CORINTIOS 15


Dois fatos são de suma importância para todos os cristãos: a morte de Jesus na cruz, onde derramou o sangue em expiação dos nossos pecados, e a Sua ressurreição, sem a qual absolutamente nada faria sentido.

O Apóstolo Paulo no capítulo 15 de sua primeira carta aos Coríntios, trata desses dois assuntos de vital importância para todos os cristãos! 

Quando Paulo escreveu esta carta, muitos irmãos que tiveram o privilégio de verem pessoalmente o Senhor Jesus ressuscitado, ainda viviam. Paulo fala que eram mais de 500.

Paulo revela também, que Jesus ressuscitado foi visto por Tiago, seu irmão. É uma informação importante, pois em João 7:5, está escrito que enquanto Jesus estava em carne, “nem seus irmãos criam nele”.
Os outros irmãos e irmãs do Mestre, bem como Maria, sua mãe, também O viram após a ressurreição, pois isto está implícito no primeiro capítulo, versículo 14, dos Atos dos Apóstolos.

Mesmo com tantas testemunhas, entre os Coríntios ainda havia gente que negava a ressurreição dos mortos.
Se isto acontecia naquela época, imaginem o que não acontece hoje, passados mais de dois mil anos!

 Nós, os que cremos, o fazemos baseados no testemunho dos Evangelhos -  que está mais do que provado - são perfeitamente confiáveis. E somos grandemente abençoados por isso, de acordo com o que disse Jesus, conforme João 20:29: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

Temos que nos lembrar sempre, que se Cristo ressuscitou, provando que toda a sua pregação é verdadeira, então nós também ressuscitaremos com ele, pois como Paulo explica “Porque, se os mortos não ressuscitam, Cristo também não ressuscitou”.

Nossa fé portanto, está firmada na certeza de que Cristo vive.

E como Cristo vive, nós temos vida eterna com ele, ou separado dele. Mas temos vida eterna.

Finalizando, é bom nos interrogarmos como anda nossa fé: 

Cremos realmente, ou somos meros religiosos?  Cremos realmente, ou somos apenas simpatizantes da "filosofia cristã"? Cremos realmente e somos sal e luz, ou apenas ouvintes da Palavra? 

Se cremos realmente, como anda nossa vida? Andamos na luz? Fomos transformados? Somos novas criaturas?

Somos convertidos, ou "convencidos"?

Que o Espírito Santo seja derramado sobre nós! Amém ! 

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

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