VERSÍCULO DO DIA

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)

Cruz


"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MEDOS E CERTEZAS



“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:21)


A Palavra de Deus é simples, mas os homens a complicam. Inventam teses difíceis, e com isso muitas vezes afastam os homens de Deus.

Eu amo conversar com pessoas simples, com uma fé simples e poderosa, que buscam a Deus todos os dias porque têm consciência que foram criados pelo Todo Poderoso e a Ele devem adoração e respeito. E ponto final.

Ou mesmo aqueles cuja fé não é tão forte e patente, mas que estão com o coração e a mente abertos para o Sagrado, mesmo que, da Palavra de Deus, tenha apenas “ouvido falar”.

Fico agoniado quando me deparo com intelectuais cheios de dúvidas filosóficas a respeito da existência de Deus, porque se consideram “racionais”, e daqueles “sábios” que se dizendo crentes,  estão mais preocupados com teses teológicas, com modos,  costumes e tradições de homens.

Eu tenho muito medo de teólogos desocupados, bem como de pastores semi-alfabetizados - que muitas vezes não compreendem o contexto de um texto - e dos pastores midiáticos, com seus discursos ultramercadológicos e motivacionais, que exploram a miséria humana.

Creio que o próprio Jesus-Homem se viu diante de situação parecida, tanto que em Mateus 11:25 ele diz: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.”

Eu sei que quando se é assalariado, e se luta para ganhar o pão de cada dia, a existência de Deus é imprescindível, mas quando se é extremamente miserável, ou se tem tudo que se quer, é fácil viver como se Deus não existisse.

O pregador diz isso claramente em Provérbios 30:7 a 9: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume.  Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.”

Um médico, um advogado, um engenheiro, ou um empresário rico e bem sucedido, e que tem uma esposa maravilhosa e uma família linda, mas que foi diagnosticado com um câncer terrível, volta-se para o Todo-Poderoso, quando lhe dizem que sua doença não tem cura.

Em muitos centros de reabilitação, viciados em cocaína, crack ou álcool, buscam desesperadamente ajuda dos céus, para transformar sua mentes e liberta-los do vício de uma vez por todas, porque apesar de toda ajuda bem vinda da medicina, eles sentem um vazio interior que só é preenchido pela presença de Jesus.

Apesar dos meus medos, algo me dá uma imensa tranquilidade: a certeza de que Deus é soberano. A certeza que Ele pode salvar a quem quiser.

Mas eu também tenho certeza que Ele nos deu o livre-arbítrio. Ele nos deu o direito de escolher estar com Ele ou não. De termos bênção ou maldição.

E nos dá todos os dias oportunidade de encontrá-Lo e de nos submetermos à Sua vontade.

Olhando para o Cristo ressurreto, subindo aos céus e dizendo “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, vejo o quanto Deus é soberano sobre todas as coisas. 

Então compreendo a soberania de Deus e a responsabilidade moral do homem.

Quando vejo meus irmãos vivendo uma vida dura, sofrida, mas em santidade e amor, vejo a intervenção do Espírito Santo que os capacita a suportar as dificuldades da vida e a amar a Deus e ao próximo.

E fico triste quando vejo tantos se perdendo por causa da própria sabedoria: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (I Coríntios 1:27)

Graça e Paz!

domingo, 19 de janeiro de 2014

A PALAVRA DE DEUS



“Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, ...” (Jeremias 15:16)

A Palavra do Senhor é especial. Ela é diferente de qualquer palavra que
conhecemos. A Palavra do Senhor tem poder criador e vivificador. Foi por meio dela que ele criou o Universo e criou o homem

Na verdade, Jesus é a própria Palavra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”(João 1:1)  Verbo, no grego, quer dizer palavra. O Verbo de Deus é a Palavra de Deus.

Costumamos também, chamar as Sagradas Escrituras de "A Palavra de Deus".

A Palavra de Deus é alimento para nós. É fonte de vida. Por meio dela crescemos no conhecimento de Deus e de nosso amado Jesus. Por isso ela é outro importantíssimo meio de comunhão com ele. Devemos buscar cada dia ter nosso coração tomado de sede e desejo pela Palavra de Deus.

Nosso alvo deve ser chegar ao pleno conhecimento do Filho de Deus e da sua vontade. A chave para isto está na Palavra de Deus, as sagradas escrituras: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4:12)

O Senhor deseja revelar-se. Espera que o busquemos de todo coração. Isto demanda disposição, diligência e persistência na leitura e meditação da Palavra.

A Palavra de Deus é diferente da palavra do homem. A nossa palavra não produz nada (às vezes produz confusão). Mas, a Palavra de Deus é poderosa e produz vida em nós.

A Palavra de Deus alimenta: “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mateus 4:4)

A Palavra de Deus é diferente de qualquer outra palavra. Vivifica e regenera:
“... pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” (I Pedro 1:23)

A Palavra de Deus produz fé: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (Romanos 10:17)

A Palavra de Deus consola e dá paz: “Pois tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4)

A Palavra de Deus nos guia: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” (Salmos 119:105)

A Palavra de Deus nos guarda de pecar: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” (Salmos 119:11)

A leitura das Escrituras é precioso alimento. Devemos ler a Palavra diariamente, especialmente o Novo Testamento.

Devemos meditar na Palavra de Deus, isto é, fazer uma leitura pausada das escrituras, orando e buscando entendimento e revelação.

A Palavra de Deus nos leva a conhecer a voz de Deus. Precisamos dela diariamente, para aprendermos a ouvir atentamente a voz do Senhor.

Graça e Paz!

sábado, 18 de janeiro de 2014

PROTEÇÃO DE DEUS



“Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.” (Salmos 37:23,24)

As pessoas passam necessidades primárias porque estão fora da proteção de Deus. Nos seus filhos o maligno não toca (I João 5:18).

Todos aqueles que se submetem a autoridade de Deus, estão sob a Sombra do Onipotente. Estão sob as asas de Sua proteção e cobertos contra todas as tempestades. 

No Salmo 37:25, Davi escreveu: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão". 

No Salmo 37, Davi fala de sua longa experiência de vida referindo-se ao fato de que Deus não abandona aqueles que andam de maneira ordeira, e assim são assistidos pela terna providência divina, de modo que não terão de viver na mendicância.

A proteção de Deus, ou graça providencial de Deus, são para aqueles que andam em retidão diante do Senhor. 

Devemos atentar para o fato de que Davi não diz que o justo nunca passa necessidade.
Jesus nos alerta para o fato de que no mundo teremos aflições (João16:33).  Às vezes, vemos cristãos enfrentando problemas financeiros, ou debaixo de intensa perseguição (como nos países muçulmanos), passando necessidades, mas Deus os assiste. 

Quem já teve a oportunidade de conversar com missionários, descobre que eles  nunca encontram um único ser humano submisso a Deus, mendigando o pão. Deus honra dessa maneira a todos quanto o temem, cuidando deles.

Mas se alguém sair de debaixo de sua proteção, fazendo o que não Lhe agrada, estará fora da proteção da nuvem de Deus, como ficaram os judeus no deserto, quando pecaram contra o Senhor.

Todos estamos debaixo do poder de Deus. É Deus quem estabelece até os poderes dos que estão governando, mas Deus é o Cabeça de todas as coisas. Os governantes respondem diante de Deus por seus atos, por sua mordomia, como Jesus ensina na parábola do mordomo infiel (Lucas 16.

Cada filho de Deus que nasce em Seu reino, tem acesso a todos os recursos criados por Deus.  Deus nos tem dado tudo o que precisamos para a vida e para a piedade, mas Ele nos cobra submissão ao Seu reino e Sua justiça, para que tenhamos a Sua proteção.

Graça e Paz! 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A DIVISÃO DA IGREJA



“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;  Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”(Efésios 4: 4,6)

No começo da era cristã, havia uma só igreja em cada cidade. Em cada cidade havia vários presbíteros (pastores), mestres, evangelistas, que estavam sob a autoridade de um apóstolo. Todos submetidos a Jesus.

A igreja foi estabelecida por Jesus: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA IGREJA, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;"  (Mateus 16 : 18) Cristo é o Cabeça da Igreja, o único que tem autoridade absoluta e pleno poder. Qualquer outra autoridade está subordinada a autoridade de Cristo e a sua palavra como autoridade delegada.

Para estruturar Sua Igreja, Jesus escolheu dentre seus discípulos doze homens a quem chamou Apóstolos (Lucas 6:12-16) e lhes deu poder para :Pregar, curar e expulsar demônios (Mateus 3:13-15), Batizar e ensinar (Mateus 28:18-20), Perdoar pecados (Mateus 20:21-23), Excomungar (desligar) os que não se arrependem (Mateus 18:15-18), Deu-lhes a tarefa de pregar o evangelho a toda criatura e fazer discípulos de todas as nações (Marcos 16:15-16  Mateus 28:18-20)

Na nascente Igreja de Jerusalém, o governo estava centralizado nos doze apóstolos. Eles eram a única autoridade aqui na terra. Todos eles pregavam o evangelho, ensinavam a sã doutrina, batizavam, faziam milagres, administravam as finanças, disciplinavam, convocavam a Igreja, etc.

Diante do crescimento da Igreja foram eleitos sete colaboradores dos Apóstolos, a quem foi delegada a responsabilidade de administrar a distribuição diária para as viúvas (Atos 6:1-7). Nasceu assim um segundo nível de ministério.

A partir de Atos capítulo 14 vemos surgir outros apóstolos como Paulo e Barnabé,  que ao formar novas comunidades em diferentes cidades se tornavam autoridade sobre elas. Porém logo começaram a estabelecer "presbíteros" (plural) sobre a Igreja em cada cidade, a quem encarregavam de pastorear, ensinar e cuidar do rebanho, debaixo da autoridade dos apóstolos. (Atos 14;23;20:28  I Timóteo 5:17  Tito 1:5,9)

O governo da Igreja local era estabelecido por um presbitério (pluralidade) estabelecido pelos apóstolos, cujos integrantes chamavam indistintamente "anciãos" (presbíteros) ou "bispos" (episkopos), que tinham a função de ensinar (mestres) e pastorear (pastores).   (Atos 20:17,28   I Timóteo 3:2  Tito 1:5,7  Atos 13:1  Efésios 4:11)

Conforme cresciam as comunidades fez-se necessário um outro nível de ministério na Igreja local: os diáconos. (a palavra grega significa "servidores") I Timóteo m 3:8-12. Os diáconos eram os colaboradores dos presbíteros nas diferentes tarefas pastorais, administrativas, ajuda aos necessitados, liturgias, etc. Havia também diaconisas  (Romanos 16:1).

Quando a obra se estendia para novas regiões e para evangelizar novas áreas, os apóstolos enviavam os seus evangelistas, que iam em caráter de delegados apostólicos e evangelizavam, fundavam comunidades, estabeleciam presbíteros, corrigiam o que estava errado, transmitiam os ensinamentos apostólicos e velavam pelo bom funcionamento das Igrejas.  Exemplos  disso  foram  Timóteo  e  Tito    (II Timóteo 4:10-13 Tito1:4-5)  Epafras  (Colossenses 1:17)  e vários mais.

A pluralidade funcionava em  unidade. Eram doze apóstolos, porém havia uma só Igreja em Jerusalém. Os doze formavam um só ministério, uma só equipe apostólica ” E era um o coração e a alma da multidão dos que criam...”( Atos 4:32) . Havia uma só Igreja em cada cidade. Pluralidade de anciãos, porém um só presbitério sobre a única Igreja da cidade.

Este princípio de unidade devia estar vigente na Igreja de cada cidade e do mundo, e era um dos assuntos que com maior zelo observavam os apóstolos. A unidade da estrutura  era  fundamental no resultado para a unidade do povo de Deus.

Porém, ao final do primeiro século, quando foram desaparecendo os apóstolos fundadores, e possivelmente para que os presbíteros das Igrejas locais não ficassem sem  direção, encomendavam a um dos presbíteros a responsabilidade de presidir, era o "primeiro entre os iguais".

Provavelmente, depois de algum tempo, logo se começou a distinguir como o presbítero principal ou o mensageiro principal da Igreja. ( "escreve ao anjo da Igreja de ..." Apocalipse 2:1,8,12,18 e 3:1,7,14 ). Anjo significa mensageiro.

Muitos vêem nestes textos de Apocalipse 2 e 3 o primeiro indício de reconhecimento de um só ministro a frente de cada comunidade local e a base que pouco tempo depois se desenrolaria como o bispado monárquico sobre a Igreja de cada cidade.

No início do segundo século o termo "bispo" começou a ser usado especificamente para designar aquele que presidia o presbitério da Igreja local. Isto se pode perceber nos escritos de Ignácio de Antioquía e de outros. Com o tempo foram estabelecidos na Igreja de cada cidade três níveis de ministros: O Bispo, os Presbíteros e os Diáconos.

Depois do édito do Imperador Romano, Constantino, que convocou em 325 o Primeiro Concílio de Nicéia e construiu três basílicas em Roma, cresceu os poderes do Bispo de Roma, influenciando os demais bispos a concentrarem poder.

Assim, os bispos das grandes cidades foram paulatinamente exercendo maior influência e tendo maior ascendência sobre os demais bispos da região. Tempos depois, o bispo de Roma – uma vez que o bispado era o que tinha maior poder econômica e politico - reclamou autoridade sobre os outros bispos. Esta pretensão teve seu reconhecimento universal nas Igrejas do Ocidente, criando-se o papado sob a proteção do Imperador, mas as do oriente resistiram a reclamação de Roma.

No ano 1054 se produziu o cisma ( divisão ) entre o Ocidente e o Oriente. Desde então as Igrejas Orientais ficaram estruturadas como Igrejas nacionais debaixo de um patriarca católico ( ex.: a Igreja Ortodoxa Russa, a Igreja Grega, etc. ). As Igrejas do Ocidente adquiriram uma estrutura universal debaixo do Bispo de Roma (o Papa),  com o nome de Igreja Católica Apostólica Romana.

Em 1517, quando começou a reforma protestante, e houve uma reação ao centralismo absoluto de Roma, a pretensão era que a igreja voltasse a ser uma em cada cidade, mas infelizmente, com o passar dos anos aconteceram diversas divisões.

Estas divisões se deram por diversas razões: Para exercer o direito de decidir, fundamentado na "livre interpretação" das Escrituras; Por causa de intolerância religiosa; Pelo aparecimento de novos movimentos que as Igrejas tradicionais não puderam assimilar. Foram criados novos grupos denominacionais e novas missões com características e doutrinas próprias, e enfim e tristemente, por razões menos nobres como ambição pessoal, ciúmes, contendas, etc.

Foi assim que nos últimos cinco séculos foram aumentando cada vez mais o número de denominações, organizações e missões.

Estas tem levado suas diferenças aos campos missionários em todo o mundo, com os mais variados critérios e práticas sobre o governo da Igreja e outros pontos doutrinais.

E assim vemos hoje, em cada cidade, uma pluralidade de denominações. Mas é importante notar, que a Igreja é Uma.

É a Igreja de Jesus Cristo, una e indivisível. É um corpo. O Corpo Místico de Cristo, onde Ele é o cabeça, e os membros são todos aqueles que são discípulos, independente de onde congreguem.

Discípulo é aquele que ouve o que o Mestre fala e ordena, e faz o que o Mestre manda.

Discípulo é aquele que crê que a unidade chegará, pois ela está predita na Palavra de Deus, que não erra: ” Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13)
  
Graça e Paz 

ADORAÇÃO

Bendito seja Deus, Pai do meu Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Espírito Santo, que revela o meu Salvador, e que conduz a Igreja santa e imaculada na terra.

Senhor Deus, quem confia em ti ainda que tropece, não cai; ainda que sofra, suporta; nunca desespera; sempre é consolado nos momentos de aflição e jamais carrega cargas pesadas sozinho.

Tu, Senhor, és como um rio de águas vivas que flui dentro de mim. És fonte inesgotável que mata a minha sede.

Eu Te louvo! Eu Te adoro!

Flui Senhor, dentro de mim, enche-me com teu Espírito. Dá-me um coração submisso, um coração de discípulo. Abate a minha arrogância, meu egoísmo, minha independência!

Faz-me melhor, para Ti, Senhor! Só Tu, Senhor, és digno de louvor e adoração. Tu és majestade santa. Te amo Senhor!

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte."
Apoc. 20:6
Só existem dois reinos: o de Deus e o de Satanás.
A qual dos dois você pertence?
Se vive para si mesmo, não é ao reino de Deus que você pertence.
Se não reconhece o senhorio de Cristo, não há lugar para você no reino de Deus.
Se não é humilde de espírito, não é cidadão do Reino dos Céus.

Só existem dois senhores: Deus e Satanás.
A qual você serve?
Se ama o pecado, não é a Deus que você serve.
Se vive para fazer a sua própria vontade, de Deus você não é súdito.
Se almeja a glória, as riquezas, os louvores deste mundo, você não serve para Deus.

Só existem dois caminhos: um estreito e outro largo.
O caminho estreito é apertado e cheio de espinhos.
Jesus é esse caminho.
Para encontrar esse caminho é necessário renunciar a si mesmo.
Para andar nesse caminho, você deve tomar diariamente uma cruz.
Para permanecer nesse caminho, precisa seguir a Jesus até o fim.
O caminho largo é fácil e espaçoso.
Nele não há espinho, não há cruz, não há renúncia.
Mas, nele também Deus não está.
Por qual caminho você anda?

Só existem duas árvores: a da Vida e a do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida é o próprio Jesus.
É Árvore que produz muito fruto, fruto de justiça e santidade, de paz e amor.
Quem desse fruto se alimenta, vence o pecado, vence o mundo, vence o mal.
Quem desse fruto se alimenta, tem forças para enfrentar as dificuldades do caminho estreito.
Quem desse fruto se alimenta, se sacia de paz, de esperança, da própria vida de Deus.
A árvore do conhecimento produz muito fruto também.
Fruto agradável aos olhos e proveitoso para dar conhecimento.
Quem desse fruto se alimenta sente-se apto a viver longe de Deus...
Sente-se forte, capaz para viver para si mesmo...
Essa árvore produz alguns frutos parecidos com os da árvore da vida, que podem até confundir.
Mas, ao serem digeridos, não produzem a vida de Cristo.
Podem até produzir muita atividade, muita obra, bondade, muita religiosidade.
Mas, a vida de Jesus, só Jesus, que é a Árvore da Vida, pode produzir.
No final das contas, é a procedência do fruto que faz a diferença.
Não há árvore má que produza bons frutos.
Só Jesus pode produzir a Sua vida em nós.
De qual árvore você se alimenta?

Dois reinos, dois senhores, dois caminhos, duas árvores...
Não há meio-termo, não há outras opções.
Ninguém pode ser neutro, não se posicionar, não se decidir.
Não nascemos no Reino de Deus, não nascemos com a capacidade de servi-lo.
Ninguém nos colocará no caminho estreito, nem andará a nossa jornada, ou tomará cruz que é só nossa.
Não desejamos naturalmente o fruto da Árvore da Vida.
A árvore do conhecimento sempre produz frutos mais tentadores.
Todos necessitamos tomar a decisão:
Sair do reino das trevas e vir para o Reino da Luz,
Renunciar a própria vontade e render-se a vontade de Deus...
Dar meia-volta no caminho largo e espaçoso e passar ao caminho estreito,
Rejeitar os frutos da árvore do conhecimento, desejar a vida de Jesus.
Ninguém está dispensado dessa decisão.
Não é um assunto para religiosos ou ultrapassados.
É um assunto para todos. Na verdade, o maior e mais importante assunto.
Deve ocupar a primazia na nossa lista de prioridades.
Nada é mais importante.

POR QUE?

Porque também só existem duas ETERNIDADES: Céu ou Inferno.
A vida aqui é passageira ... enganosa ...
Mas depois é para sempre, eterno, imutável.
Onde passaremos a eternidade depende de qual reino fazemos parte,
a qual senhor servimos, em qual caminho andamos, de qual árvore nos alimentamos HOJE.

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE?

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

O CÉU É PARA AQUELES QUE TÊM INTIMIDADE COM DEUS.

O INFERNO É PARA AQUELES VIVERAM PARA SI MESMOS.

A BIBLIA SAGRADA


A Bíblia foi escrita, originalmente, em hebraico, aramaico e grego, depois traduzida para o latim. Até o ano de 1499, havia apenas 35 traduções da Bíblia Sagrada, em virtude da proibição da Igreja Católica de que se fizessem traduções para outras línguas. Em 1799 surgiram mais 59; em 1899 mais 446.

Atualmente, segundo palestra proferido por Bill Mitchell, em Osasco, São Paulo, em 8 de junho de 2006, ela está traduzida para 2.403 línguas, que representam 95% da população mundial. (Bill Mitchell é consultor de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas, e doutor em Teologia). Inicialmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos.

A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita em duas partes. O Antigo Testamento em 1445, pelo rabi Nathan; o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, em 1560.

A Bíblia é composta de duas grandes seções, conhecida como Antigo e Novo Testamento, totalizando 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento e foi escrita num período de aproximadamente 1.500 anos, por mais de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, mas seus escritos formam uma harmonia inigualável.

O Novo Testamento foi traduzido para a língua portuguesa em 1676, pelo missionário evangélico João Ferreira de Almeida, que começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não concluiu, por ter falecido em 6 de agosto de 1691. Quem concluiu a tradução do Antigo Testamento foi o pastor Jacobus op den Akker, começando em 1748 e terminando em 1753, quando foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes.

A Bíblia completa e mais os apócrifos, foram traduzidos para a língua portuguesa pelo padre Antonio Pereira de Figueiredo, que começou a tarefa em 1725 e terminou em 1790.

A Bíblia católica completa, em português, somente foi publicada em 1819. No Brasil, publicou-se em 1847, em São Luiz do Maranhão, o Novo Testamento, traduzido pelo frei Joaquim de nossa Senhora de Nazaré.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a primeira edição brasileira do Novo Testamento de Almeida, versão revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D.Pedro II, e pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford. A primeira Tradução Brasileira da Bíblia completa, foi publicada em 1917.

A Bíblia Católica brasileira, foi editada em 1932, pelo padre Matos Soares.

Judeus, Cristãos e Católicos usam Bíblias diferentes. A Bíblia Judaica – conhecida por Tanak, sigla que vem das iniciais da divisão (Torah “Lei”, Neviím “Os profetas” e Ketuvim “Os escritos” - é composta apenas do Antigo Testamento; a Bíblia Protestante é composta do Antigo Testamento (o mesmo dos judeus) e do Novo Testamento; a Bíblia Católica é composta do Antigo Testamento, mais o acréscimo de 7 livros apócrifos, que não foram aceitos pelos primeiros cristãos e designados como “não canônicos”, “contestados”, “livros que não podem ser lidos na Igreja” e que são: Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Tobias, Judite e Baruque; e o Novo Testamento.

A Bíblia é um livro singular. Não há nenhum que se compare a ela. É um livro de respostas. Nela se encontra a manifestação do Eterno Deus, fazendo-se conhecer pessoalmente, firmando pactos e alianças, usando a linguagem humana para trazer a verdade imutável.

Os céticos afirmam que os livros da Bíblia Sagrada não são confiáveis, porque foram escritos por pessoas religiosas, baseadas em suas crenças. Entretanto, há muitas provas que garantem a confiabilidade da Bíblia, a sua autoridade como Palavra de Deus inspirada, e a perfeição dos registros dos eventos históricos que retrata, incluindo aí a vida terrena de Jesus Cristo.

O que torna a Bíblia diferente dos livros sagrados de outras religiões, é que é a única a fazer profecias com milhares de anos de antecedência, e todas elas se cumpriram; o que garante que as profecias que ainda não aconteceram, vão acontecer.

O tempo e a história comprovaram as palavras escritas pelos profetas, como a queda de nações, a destruição do Templo e a diáspora judaica. Anunciou com 4 mil anos de antecedência que os judeus voltariam a viver na “terra prometida” depois que fossem dispersos pelo mundo e hoje o Estado de Israel existe e sobrevive em meio a povos hostis.

A Bíblia nos conduz ao mundo metafísico (que está além de nossos sentidos), onde a mente humana, sozinha, não tem capacidade de penetrar. Nos traz informações privilegiadas sobre Deus e seu relacionamento com o mundo e principalmente de seu plano e propósito para a salvação.

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